Apucarana

Professora de Apucarana leva prêmio nacional de educação

Da Redação ·
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A professora de Matemática Marlene Garcia Alves, do Colégio Estadual Vale do Saber, em Apucarana, foi a única vencedora no Paraná da 17ª edição do Prêmio Educador Nota 10, que selecionou dez projetos dentre os mais de 3.500 inscritos. Promovido pela Fundação Victor Civita, em parceria com a Globo e com a Fundação Roberto Marinho, o concurso teve um total de 3.500 inscritos. Foram selecionados 50 dos quais saíram 20, e em seguida, os dez finalistas. 

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A seleção levou em conta a adequação entre os objetivos, as ações desenvolvidas e as aprendizagens alcançadas pelos alunos. Para Marlene, ter sido selecionada é um reconhecimento do trabalho realizado. “Os alunos venceram junto comigo. O professor é apenas o condutor do processo de aprendizagem e deve despertar o interesse e a criatividade da turma”, comentou. 

A professora desenvolveu o projeto “Ser arquiteto por um dia” com alunos do 8º ano. Ela explica que ao estudarem planos cartesianos, queria que eles entendessem não apenas o conteúdo, mas a funcionalidade no dia a dia. A proposta foi desenhar fachadas, como a da escola, ligando pares ordenados até formarem uma sequência de desenhos geométricos. “A matemática tem de estar ao alcance da compreensão do aluno, não como uma disciplina difícil e complicada. Ele deve perceber que ela faz parte do cotidiano”. 

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Marlene foi contemplada com um tablete, um vale presente de 15 mil reais, assinatura gratuita de revistas educacionais e terá seu projeto divulgado em sites e revistas de circulação nacional.

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A cerimônia de premiação acontece no dia 20 de outubro. Na ocasião, será escolhido, entre os dez vencedores, o Educador do Ano, que receberá um vale presente no valor de 5 mil reais, assim como a instituição em que o trabalho foi desenvolvido. 

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Outra profissional da rede que se destacou no concurso deste ano foi a professora de Artes Marilza Ferreira da Silva, do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos CIC, em Curitiba. Ela ficou entre os 20 finalistas com o projeto “Gravura: papelogravura e a invisibilidade do catador”, que teve como objetivo despertar o prazer pelas Artes por meio do trabalho com gravuras utilizando materiais alternativos, como papelão e barbantes. 

Marilza, que participou pela primeira vez do concurso, explicou que esse foi o projeto apresentado na prova de didática no último concurso para professores da rede estadual. Ela trabalhou as obras do artista plástico Orlando da Silva e solicitou aos alunos que entrevistassem catadores de papel para perceberem a importância do papelão como fonte de sustento dessas pessoas. “Foi uma forma de os alunos se humanizarem, pois os catadores são invisíveis à sociedade”, comentou a professora, que acredita que o projeto rendeu bons resultados. 

O prêmio é considerado o mais importante da América Latina e tem como objetivo promover as iniciativas pedagógicas de professores, diretores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais de escolas públicas e particulares. A premiação já reconheceu o trabalho de mais de 180 educadores no Brasil. 

Criado em 1998, o Prêmio Educador Nota 10 reconhece professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e também gestores escolares de todo o país.