Apucarana

Lojistas querem remover obra do ex-prefeito Pegorer

Da Redação ·
Já que não fazem manutenção, queremos a remoção” Hiroyoshi Ida, advogado (Foto: Sérgio Rodrigo)
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Já que não fazem manutenção, queremos a remoção” Hiroyoshi Ida, advogado (Foto: Sérgio Rodrigo)

Comerciantes e locatários vizinhos ao “Quarteirão das Águas” , localizado na Rua Osório Ribas de Paula, centro de Apucarana, desejam a retirada da obra do local. O motivo seria os prejuízos ao trânsito, o “gosto duvidoso” do projeto e a falta de manutenção, o que tem gerado transtornos naquela região. A obra, que foi inaugurada em 2008 durante a gestão do ex-prefeito Valter Pegorer (PMDB), teve um custo aproximado de R$ 378,5 mil.

Tanto investimento, no entanto, parece não ter tido o devido acompanhamento no decorrer dos anos. Água suja, estrutura danificada e esguichos desativados é o que se vê no local atualmente. Sem receber manutenção já há vários anos, o abandono incomoda os vizinhos. Proprietários de lojas, assim como inquilinos do Condomínio Centro Comercial, em frente, reclamam de problemas, como um possível foco de doenças. De acordo com a comerciante Elizangela Fernandes, muitos clientes também reclamam da falta de espaço na região, além do abandono que compromete a imagem do local. “Um estacionamento seria mais interessante para os lojistas”, comenta ela.

O advogado Hiroyoshi Ida, síndico do prédio, organizou até uma petição solicitando ao Município que a obra seja removida. Segundo ele, os problemas são diversos. A fonte de água costuma até ser usada por moradores de rua, que tomam banho no local. “Nas épocas de maior calor, pessoas vêm e usam a fonte durante a noite, muitas vezes, até deixando lixo e dejetos espalhados pela calçada”, conta.

Junto com outros colegas de condomínio, Ida organizou uma petição que já teve adesão de cerca de 23 condôminos que querem a remoção da obra para dar espaço a um estacionamento. “Já que não fazem manutenção, queremos a remoção do ‘Quarteirão”, ressalta o advogado. Ele conta que ainda nesta semana o documento deve ser encaminhado à Prefeitura.

A única exceção entre os inquilinos do condomínio é o advogado Wilson Scarpelini Kaminski. Ele argumenta que uma obra, com custo tão alto, não pode simplesmente “ser retirada”. Na opinião dele, ao invés de combater os “efeitos”, as pessoas deveriam agir direto na causa do problema, o que pode ser feito através da reestruturação do local. “Sobre os moradores de rua e invasores que tomam banho, acho que a providência caberia à Guarda Municipal, que é paga com dinheiro do contribuinte, para realizar a fiscalização”, observa. “Entendo as reclamações dos lojistas, mas a retirada da obra apenas permitiria um estacionamento modesto, o que não melhoraria a situação do trânsito na rua” ressalta Kaminski. 

O vice-prefeito Júnior da Femac (PDT) disse ontem que desde quando era secretário de Obras já havia recebido pedido para remoção da obra. Ele assinala, no entanto, que o prefeito Beto Preto (PT) sempre teve cuidado com o dinheiro público e ainda não decidiu o que fazer. Júnior da Femac acrescenta que o Quarteirão das Águas, da forma como foi construído, é bastante problemático. “É a fonte de água que mais dá manutenção”, diz.

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