Apucarana

Banco de leite humano funciona no limite para atender demanda

Da Redação ·
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fonte: Foto: Sérgio Rodrigo
Banco de leite humano funciona no limite para atender demanda

O Hospital da Providência organizou ontem um evento para homenagear as doadoras que ajudam a manter o banco de leite da entidade. A confraternização é parte do Dia Mundial de Doação de Leite Humano e, além de prestar uma homenagem, também chama atenção para a necessidade de aumentar as doações, já que o banco de leite trabalha quase todo o ano com o mínimo necessário, precisando recorrer à fórmula infantil em alguns períodos.

A enfermeira coordenadora do banco de leite humano do hospital, Maria Aparecida das Neves, explica a importância das doadoras para o funcionamento do serviço. “Nós estamos aproveitando esta data para fazer esse encontro com as doadoras. Queremos conhecê-las melhor, já que a maioria nós apenas conhecemos de nome, através das doações. Elas são muito importantes para nós e para as crianças que são atendidas na UTI neonatal do Hospital Materno-Infantil”, diz.

Segundo ela, de 10 a 12 bebês recém-nascidos recebem o leite materno doado todas as semanas por mulheres de Apucarana, Arapongas, Califórnia, Cambira e Jandaia do Sul. Essas cidades têm postos de coleta onde as doadoras podem entregar o leite, além de receberem orientações sobre como fazer a retirada e armazenamento. O Corpo de Bombeiros também auxilia o serviço fazendo a coleta diretamente na casa das doadoras. “Hoje temos entre 30 e 40 mulheres doando, mas sempre precisamos de novas doadoras. A demanda é alta, cerca de dois a três litros por dia, e recebemos aproximadamente 70 litros por mês. Por isso, a necessidade de aumentar nosso número de doadoras é constante”, afirma Maria Aparecida.

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DOADORAS

Vanderléia Maranhão, de Apucarana, foi uma das homenageadas no evento. “Acho muito importante fazer as doações. Enquanto eu tiver possibilidade, vou doar”, diz ela, que doa há cerca de quatro meses, desde o nascimento da filha Evelin.

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A araponguense Marta Pimentel de Souza doou leite durante três meses, período em que o filho Mikael ficou na UTI neonatal. “Enquanto meu filho ficou na UTI, vi o quanto era necessária a doação. Por isso, recomendo a todas as mães que têm uma boa produção de leite que façam a doação e ajude outras mães e crianças”, disse.