Apucarana

Assoreamento ameaça Parque dos Pássaros, alerta Geama

Da Redação ·

Na segunda visita realizada ao Parque dos Pássaros, a convite do Observatório Ambiental de Arapongas (OAA), membros do Grupo de Estudos Avançados sobre o Meio Ambiente (Geama), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apontaram nesta semana o assoreamento como um dos principais problemas do local. Desta vez, a visita foi feita pelo professor e doutor Paulo Bassani, do Departamento de Ciências Sociais da UEL e coordenador do Geama, e pelo paisagista Nelson Tagima. “O assoreamento é causado pelas águas pluviais que descem principalmente pelas margens, carregando terra e sujeira para o lago. É um processo que com o tempo vai comprometer a vida do lago. Os estragos também já são visíveis nas obras de alvenaria e na própria vegetação”, avaliou Tagima, apontando as raízes à vista em várias árvores.

Tanto ele quanto Bassani consideram que é preciso investir em obras de escoamento das águas pluviais para proteger o solo, a vegetação e o próprio lago. “Isso precisa ser visto antes de se por em prática um projeto de plantio de mudas. Antes de plantar, a gente precisa resolver os problemas ligados ao solo e à água”, assinala Tagima. A visita foi acompanhada pelo vice-prefeito Pedro Paulo Bazana, que falou sobre a intenção da administração municipal de revitalizar o parque. “Logo que assumimos a Prefeitura, nossa intenção era investir na recuperação do parque. Porém, surgiram outras prioridades. O alambrado que nós compramos para cercar o parque, por exemplo, acabou sendo utilizado nas escolas e creches”, explicou o vice-prefeito. Outro problema identificado pelo grupo foi uma ligação clandestina de esgoto, nos fundos do parque, poluindo a nascente do ribeirão Campinho. A sugestão é de que sejam oficiados o Ministério Público, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a Sanepar para as providências urgentes.


Parque será tema de audiência
pública na tarde desta segunda


Os dois integrantes do Geama andaram por todo o parque, tiraram muitas fotos e solicitaram cópia do projeto original da obra. Eles também defenderam um trabalho em equipe, unindo a administração municipal, a comunidade, através das entidades representativas, as escolas e a iniciativa privada. Além do OAA e de Bazana, Tagima e Bassani foram recebidos pela secretária municipal de Cultura, Lazer e Eventos, Edina Kümmel, na Usina do Conhecimento, que integra a estrutura do parque. A Prefeitura determinou um trabalho de roçagem e limpeza de toda a área, onde será realizada, nesta segunda-feira (12), às 17h30, uma audiência pública, sugerida pelo secretário de Meio Ambiente, Vanderlei Sartori, e apoiada pelo OAA e outras entidades. 

A exemplo do que já fez em outros municípios, o Geama deve elaborar um diagnóstico apontando os problemas do parque e as possíveis soluções, ajudando a administração municipal e as entidades interessadas na recuperação do local a elaborar projetos para buscar recursos junto ao governo, bem como a definir as medidas que devem ser tomadas a curto, médio e longo prazo pelas autoridades e pela própria comunidade.

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