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Acompanhamento pré e pós-parto salva vidas de mães e bebês no Paraná

Da Redação ·
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fonte: Foto: Agência Paraná de notícias
Acompanhamento pré e pós-parto salva vidas de mães e bebês no Paraná

A tranquilidade resume o sentimento da dona de casa Maria Aparecida de Paula Souza, 27 anos, que a qualquer momento dará à luz Nayra, sua segunda filha. Grávida de 39 semanas, Maria Aparecida fez todo o pré-natal pela Rede Mãe Paranaense, na Unidade de Saúde Itaboa, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram sete consultas com exames durante toda a gestação, sem apresentar nenhum problema.

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“Os exames deixam as mães despreocupadas, sabendo que está tudo bem com o nosso filho. É importante não só para o bebê, mas para a gente também”, conta Maria Aparecida.

O marido de Maria Aparecida, Wanderlei Veríssimo, 38 anos, conta que a ansiedade para a chegada do bebê é grande. Ele diz que as consultas são importantes porque mostram como está a criança. “Sem esse acompanhamento seria mais preocupante”, diz ele.

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A Rede Mãe Paranaense, criada pelo Governo do Estado, é um programa de acompanhamento de mães e bebês durante nove meses de gestação e no primeiro ano após o parto. O público alvo são as mulheres em idade fértil e crianças menores de 1 ano de idade, o que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma população de 177.557 mulheres e 152.350 nascidos vivos no Paraná em 2011.

Lançada em maio de 2012, a rede contribuiu para reduzir as mortalidades materna (40%) e infantil (10%) no Paraná nos últimos dois. De acordo com o Ministério da Saúde, o Paraná é o Estado que mais reduziu a mortalidade materna do Brasil.

O médico clínico-geral que atende Maria Aparecida, Sidney Mano Junior, conta que a consulta pré-natal é um procedimento simples, mas importante para a prevenção e preparação de um parto saudável. “É importante para prepararmos este bebê que está vindo e evitar agravos e complicações que podem acontecer”, disse.

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As consultas começam mensais, passam a ser de quinze em quinze dias quando está mais perto do nascimento do bebê e, no final da gravidez, o ideal é que aconteçam duas vezes por semana. “Na consulta, a paciente é pesada, o a barriga é medida e são analisados exames de sangue e urina”, explica o médico. “O interessante é acompanhar a evolução da gestação, se a barriga está crescendo como deve e se o bebê está se desenvolvendo bem”.

O clínico-geral Carlos Rocha, que também atende na unidade Itaboa, explica que, além de tirar as dúvidas das mães, um pré-natal adequado garante exames de rastreamento para prevenir doenças como anemia, toxoplasmose e as sexualmente transmissíveis. “Essas doenças, quando descobertas, são possíveis de intervenção médica para um bom resultado no final da gestação, tanto para a mãe como para o bebê”, afirma.

ESTRUTURA - A Rede Mãe Paranaense, com 126 hospitais cadastrados no Estado, também trabalha com a classificação de risco das gestantes e das crianças. Garante ambulatório especializado para as gestantes e crianças de risco e, também, o parto por meio de um sistema de vinculação ao hospital conforme o risco gestacional. Quando a gravidez é considerada de risco, a paciente é encaminhada a um especialista, mas também continua ganhando a atenção do médico que a atendeu pela primeira vez.

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Oferecer todo o tratamento com o mesmo médico é uma das prioridades do programa. Para Ana Paula Ingles, 28 anos, grávida de 29 semanas, isso deixa a mãe segura. “Esta é minha terceira gravidez e nas anteriores não tive tantas consultas como agora. O médico diz como o bebê está, como está o batimento do coraçãozinho, nos tranquiliza”, diz. Para uma gestação saudável, o aconselhável é procurar um médico na primeira suspeita de gravidez.

TRATAMENTO ADEQUADO - Uma das preocupações dos médicos durante o pré-natal é a infecção urinária. De acordo com o doutor Sidney Mano Junior, o programa Mãe Paranaense, durante as capacitações aos profissionais, pede atenção redobrada nesses casos. “A infecção urinária é uma das principais causas de complicação, que pode gerar um possível aborto, parto prematuro e infecção para o bebê”, conta. O médico diz ainda que é comum a gestante não perceber os sintomas da infecção por pensar que a dor fraca que sente pode ser normal da gravidez.