Apucarana

Polícia apresenta acusado de homicídio após incêndio em casa

Da Redação ·
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fonte: Foto: Sérgio Rodrigo
Polícia apresenta acusado de homicídio após incêndio em casa

A delegada adjunta da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Iane Cardoso Nascimento, apresentou à imprensa, no final da tarde desta quarta-feira (7), apucaranense Leandro Marcos de Oliveira, de 34 anos, que no último sábado teria ateado fogo em uma residência na região da Vila Formosa, que provocou queimaduras e consequentemente o falecimento de Gleidson Rocha, de 20 anos. Ele teve alta hospitalar anteontem (5) e acabou preso quando prestava esclarecimentos na 17ªSDP.

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Segundo a polícia, Leandro mantinha um relacionamento amoroso com Gleidson que, de acordo com ele, estaria também mantendo relações com um menor e isso abalou a relação de ambos, que estavam junto há seis meses. Leandro a prisão temporária decretada pelo Judiciário a pedido do delegado Gustavo Dante da Silva. Ele poderá responder processo por homicídio triplamente qualificado.

Um detalhe no incêndio de casa chamou a atenção dos Bombeiros: todos os cômodos da casa se incendiaram ao mesmo tempo. Em seu perfil na rede social Facebook, Leandro Marcos de Oliveira (Leandro Zamper), postou uma despedida e quando questionado por uma amiga, disse que cometeria suicídio. Zamper é assessor do vereador e radialista Luiz Cordeiro Magalhães.


PACTO? - "Fizemos um pacto de morte, tomamos muito Rivotril com coca-cola e depois joguei álcool em todos os cômodos da casa, mas foi o Gleidson que ateou fogo. Esse menor que entrou na nossa relação estragou tudo e agora não tenho mais motivo para viver, por isso digo a vocês: não vou ficar muito tempo na Cadeia", disse Leandro, que está preso isolado em uma cela (corró) anexa à 17ª SDP. Peguntado se estava arrependido, ele afirmou que faria tudo de novo. "O Gleidson sofria com muito com a rejeição da família e com homofobia da sociedade. Ele era tudo para mim...", completou Leandro em meio às lágrimas.

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POLÍCIA - Para a delegada Iane Nascimento, a versão sobre pacto de morte não condiz com os depoimentos de testemunhas. "A polícia apurou que o Leandro agiu com dolo (intenção) e uma pessoa morreu.Por isso ele deverá responder por homicídio triplamente qualificado, mesmo porque quando a cas em chamas encheu de fumaça, ele mesmo disse que saiu para tomar ar; então não havia pacto de morte", disse Iane.