Apucarana

Polícia Civil segue com as buscas por ossada de Emily

Da Redação ·
Escavações  no local onde ossada pode estar entram no terceiro dia hoje - Foto: Delair Garcia, da Tribuna do Norte
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Escavações no local onde ossada pode estar entram no terceiro dia hoje - Foto: Delair Garcia, da Tribuna do Norte

A Polícia Civil continuou ontem as buscas pelo corpo da jovem Emily Marques Gaspar, que desapareceu em 2010 com 14 anos. Policiais passaram todo o dia escavando a fossa onde Emily pode ter sido enterrada. Segundo indícios testemunhais, o corpo deve estar nos últimos metros da vala. As buscas continuam hoje.
 

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No início da manhã, vários fragmentos de ossos foram retirados do buraco. Médicos legistas estiveram no local analisando as amostras e constataram não se tratar de ossadas humanas. Ao longo de todo o dia, muitos populares continuavam no local esperando novidades no caso. A Guarda Municipal de Apucarana manteve a rua bloqueada para o acesso de veículos e a Polícia Civil utilizou um cordão de isolamento para conter os curiosos.

O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós, chamou a atenção para a situação do terreno e da casa. “Aqui dentro pudemos observar vestígios do uso de entorpecentes, além de preservativos jogados. Já o quintal é cheio de mato, um lugar abandonado. Gostaria até de pedir ao poder público que fiscalizasse locais como esse e multasse seus donos, já que terrenos como esse podem ser utilizados até mesmo como cativeiro”, destacou.

Apesar da polícia não ter encontrado o corpo, o delegado se mostra confiante nas buscas. “Temos fortes indícios de que há um corpo aqui. Ficaremos aqui escavando enquanto for preciso”, disse. A delegada Iane Cardoso já havia afirmado no dia anterior que, mesmo que nada seja encontrado na fossa, as buscas continuarão. “São duas fossas no terreno e, mesmo que nada seja encontrado, escavaremos o restante do quintal se necessário for”, diz a delegada.

EVIDÊNCIAS
O delegado Jacovós ainda ressaltou a falta de evidências na época do crime que levassem ao suspeito. “O homem que está sendo investigado, 15 dias antes de Emily desaparecer, teria limpado o quintal da casa da garota. Na ocasião ele inclusive teria ‘mexido’ com ela. No entanto, essas informações não constam nos autos, ninguém falou nada a respeito. Isso dificultou muito as investigações”.
A polícia não divulga o nome do suspeito. O que se sabe é que ele está cumprindo prisão domiciliar após ser condenado por estupro de vulnerável. O caso pelo qual ele foi condenado aconteceu após o sumiço de Emily, mas ninguém relacionou os dois casos.

As roupas femininas encontradas no buraco ao final do primeiro dia de escavações foram recolhidas e passarão por perícia. As peças ainda serão apresentadas à família de Emily para possível reconhecimento. No entanto, a maioria das peças tem tamanho infantil. Ao final da tarde de ontem, o Corpo de Bombeiros foi até o local para prestar apoio através de uma escada maior do que a que estava sendo utilizada.