Apucarana

Após motim, polícia realiza revista no minipresídio de Apucarana

Da Redação ·
​PM e agentes carcerários evitam fuga do minipresídio de Apucarana - Foto: Tribuna do Norte
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​PM e agentes carcerários evitam fuga do minipresídio de Apucarana - Foto: Tribuna do Norte

Agentes carcerários do Departamento de Execuções Penais (Depen) e policiais civis e militares realizam nesta sexta-feira (28) uma operação "bate grade" no minipresídio de Apucarana. A operação teve início na ala denominada como seguro, destinada a presos envolvidos em crimes sexuais, e na ala de isolamento, destinada a punir detentos indisciplinados.

A vistoria aconteceu pouco mais de 12 horas após a polícia de Apucarana conseguiu conter dez detentos da ala de isolamento, chamada ainda de "seguro" (destinada a presos ameaçados por outros encarcerados) que investiram contra agentes carcerários e em seguida se rebelaram e fizeram um acusado de estupro refém.

O tumulto aconteceu depois que o grupo foi transferido para a ala por medida disciplinar, após o término da do horário de visitação aos presos. O bate grade prossegue e um balanço sobre a ação vai ser divulgado posteriormente pela polícia. O minipresídio de Apucarana tem capacidade para 120 detentos, mas hoje abriga cerca de 250 pessoas presas.

A edificação tem cerca de 1.600 metros quadrados de área construída, divididos em 26 celas, cozinha, área adminstrativa e solário (pátio para banho de sol).




Tiros - Um policial militar efetuou disparos de arma com munição não letal (com balas de borracha) contra os presos e três encarcerados sofreram lesões leves, conforme informação da polícia. Na sequência os insubordinados passaram a danificar a cela e se armaram com estoques.

Um acusado de estupro foi mantido como refém e era ameaçado de morte pelos amotinados. A Rotam da Polícia Militar foi para o local e a situação foi controlada após cinco horas de motim.

Quatro presos identificados como os líderes da rebelião foram transferidos ainda ontem (27) à noite para Ivaiporã e os outros seis levados para a carceragem (corrós) da 17ª SDP até que os reparos nas celas danificadas sejam concluídos.


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