Apucarana

Fofoca sobre suposta homossexualidade teria motivado disparo de arma

Da Redação ·
Tiro atingiu a coxa direita de José Mascarenhas Nascimento, de 42 anos (Foto: Delair Garcia, da Tribuna do Norte)
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Tiro atingiu a coxa direita de José Mascarenhas Nascimento, de 42 anos (Foto: Delair Garcia, da Tribuna do Norte)

A Polícia Civil de Apucarana confirmou há pouco que o Clodoaldo Geraldo de Oliveira, de 36 anos, se apresentou na 17ª Subdivisão Policial (SDP) na manhã desta quinta-feira (6) acompanhado do advogado Alexandre Guarilha. Clodoaldo confirmou à polícia que foi o autor do tiro que atingiu a coxa direita do vigia José Mascarenhas Nascimento, de 42 anos. O fato aconteceu na tarde da última segunda-feira (6), próximo à antiga estação ferroviária no Jardim América, na zona norte da cidade. Clodoaldo acrescentou que durante a fuga perdeu a arma de fogo utilizada e frisou que tudo começou porque a vítima teria afirmado em um bar que ele seria gay.
 

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Inicialmente, o autor dos disparos fugiu a pé do local do fato e, na sequência, entrou em um veículo VW Santana chumbo placas ABQ-0687 (Apucarana). O carro foi localizado abandonado pouco depois à Rua Olavo Bilac, no Jardim Ponta Grossa (zona norte da cidade).

Nascimento foi socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado para receber atendimento médico. O vigia foi submetido a cirurgia no Hospital da Providência e passa bem.  

Versão da vítima - A vítima relatou à polícia que teria ido ao Jardim América  receber uma conta para sua madrasta e, quando retornava, encontrou com um homem que ele conhece apenas como "Neguinho", identificado depois como Clodoaldo Geraldo de Oliveira. Nascimento acrescentou que ao ir cumprimentar "Neguinho", este sacou a arma repentinamente e atirou. 

Versão do autor - Já Clodoaldo Geraldo de Oliveira relatou à polícia que Nascimento teria feito fofoca sobre ele em um bar. "Nascimento teria afirmado às pessoas presentes no bar que o Clodoaldo seria gay. Ele foi tirar satisfação e como o Nascimento é vigia e teria feito um movimento brusco ao ser interpelado, o Clodoaldo achou que o suposto autor da fofoca estava armado e atirou nele para se defender, sem jamais ter pensado em matar o desafeto", afirmou o advogado Alexandre Guarilha.

O advogado acrescentou que vai tentar a desqualificar a tipificação do crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave. Após prestar depoimento, Clodoaldo Geraldo de Oliveira foi liberado para responder processo em liberdade.