Apucarana

Apreensões de crack crescem na região de Apucarana

Da Redação ·
Polícia Militar destaca que tráfico alimenta outros crimes
Polícia Militar destaca que tráfico alimenta outros crimes

Mais de 6 mil pedras de crack - cerca de 6 kg - saíram de circulação, em dezembro do ano passado, em Apucarana. Os números integram o balanço de ações da Polícia Militar, realizada durante “Operação Fim de Ano”. O índice, considerado recorde pela corporação, representa 67% das apreensões de crack registradas em todo o ano e reforça uma situação que tem preocupado as autoridades de segurança do Vale do Ivaí: o avanço do crack.

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O relações públicas do 10º Batalhão de Polícia Militar (10ºBPM), sargento Daniel Rodrigo de Souza, afirma que o resultado da operação surpreendeu a corporação. “Conseguimos efetuar diversas prisões e retirar uma grande quantidade de drogas e armas de circulação. Isso reflete diretamente na redução de crimes como homicídios e roubos. Sabemos que o tráfico de drogas é responsável por financiar esses crimes”, assinala.

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De acordo com Souza, a PM concentrou atividades em diversos pontos da cidade realizando abordagens em suspeitos. “A determinação partiu do comandante do 10º BPM, tenente-coronel Aimoré Nunes Moreira, para assegurar um fim de ano tranquilo aos moradores de Apucarana”, afirma o sargento.


Ao analisar o resultado da operação, Souza acredita que mais de 5 mil usuários deixaram de ter acesso ao crack. Além disso, conforme o relatório, 11 armas de fogo e 3,4kg de maconha também foram apreendidas no mesmo mês.


A situação não é diferente em outros municípios da região. Na área da Companhia Independente de Polícia Militar (6ª CIPM) de Ivaiporã, somente na primeira semana de 2014 a Polícia Militar apreendeu em São João do Ivaí, Lidianópolis e Ivaiporã, cerca de 600 pedras de crack, ou seja, 22,5% do total da droga apreendida durante o ano todo de 2013. Em Faxinal, também na semana passada, foram apreendidas 62 pedras.

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“É um problema social que preocupa muito a polícia. Infelizmente, o crack é uma droga pesada e mais viciante que as demais. Como existe o aumento do número de usuários, consequentemente aumentam as apreensões da droga”, assinala o comandante da 6ª CIPM, major José Francisco Cardoso.
Ele lembra que há cerca de uma década quando se falava em drogas, era mencionada basicamente a cocaína e a maconha. “Essa evolução do consumo do crack é em todo o mundo e também no Brasil, infelizmente, acreditamos que venha também para nossa região. Por parte da PM, temos intensificado as operações de inteligência através do serviço de informações”.


ARAPONGAS
Em Arapongas, as apreensões de crack aumentaram 80% no ano passado. Durante operações equipes da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) recolheram 3,3 kg de crack durante as ações. Considerando uma média de 1 g por pedra, seriam mais de 3,3 mil frações. Em 2012, foram 1,8 kg. O aumento das apreensões está relacionado com uma postura operacional da PM, que intensificou ações também nos pontos menores de tráfico. 
Entretanto, o subcomandante da 7ª CIPM, capitão Vilson Laurentino da Silva, revela que além do crack, a polícia também está preocupada com o tráfico de drogas químicas, como ecstasy, lança-perfume e LSD. 


“ Também estamos levantando o comércio de outras drogas ilícitas no município. Substancias que são traficadas no submundo e geralmente consumidas em eventos”, detalha o capitão.