Apucarana

Veterinário detido em Apucarana volta a ser ouvido pela Polícia Civil

Da Redação ·
Veterinário foi preso no último dia 16 sob a acusação de prática irregular de cirurgias e exposição de ração e medicamentos vencidos e maus tratos a animais
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Veterinário foi preso no último dia 16 sob a acusação de prática irregular de cirurgias e exposição de ração e medicamentos vencidos e maus tratos a animais

A Polícia Civil de Apucarana voltou a ouvir hoje (27) à tarde o veterinário Henrique Aurélio Maronez, 32 anos, preso no último dia 16 sob a acusação de prática irregular de cirurgias e exposição de ração e medicamentos vencidos e maus tratos a animais. Ele é proprietário do pet shop Central dos Bichos, situado na Avenida Curitiba, Barra Funda, e quando foi preso já era investigado por denúncias de maus tratos contra animais. Um vídeo com imagens do profissional supostamente agredindo um cachorro foi amplamente divulgado nas redes sociais. Henrique foi indiciado formalmente hoje pela Polícia Civil.

Por decisão judicial, o veterinário foi colocado em liberdade um dia após a prisão. No pet shop a polícia apreendeu computador e hoje o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós, informou que há mais vídeos  (1.080 horas em 11 dias de gravação) com imagens de supostos maus tratos a animais, envolvendo ainda três funcionários do pet shop. A área de banho e tosa do pet shop foi interditada. "Em oito minutos de vídeos identificamos mais 10 casos de maus tratos. Extraímos cópias dos vídeos e encaminhamos ao Conselho de Veterinária para que sejam tomadas as medidas que entidade julgar necessária", afirmou o delegado Jacovós.

Hoje, quando deixava a 17ª SDP, Henrique Aurélio Maronez adiantou que deverá encerrar as atividades do pet shop em razão da grande repercussão negativa que o caso teve. Segundo ele, o movimento no estabelecimento ficou reduzido a quase nada. 

Versão - No dia 18 de dezembro, Maronez procurou a Tribuna, acompanhado de seu advogado, e relatou sua versão dos fatos. O veterinário contesta o conteúdo do vídeo que, segundo ele, foi gravado pelo seu próprio sistema de segurança. Segundo ele, as imagens foram copiadas sem autorização por um ex-funcionário e editadas com a intenção de incriminá-lo.
 

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“Não agredi aquele animal. O procedimento de banho demora cerca de meia hora e o vídeo não tem nem dois minutos. A pessoa selecionou justamente o momento da secagem e acelerou a imagem. Os animais ficam arredios e tentam fugir por causa do vento e do barulho do secador. É preciso puxar o animal e impedir que ele se recolha. Se analisarem todo o vídeo verão que não houve maus tratos”, defende-se, alegando não saber o motivo da denúncia.

Sobre a exposição de medicamentos e ração vencida, Maronez reconhece a falha. Contudo, o veterinário alega que somente as rações estavam expostas nas prateleiras. “Os remédios estavam na sala dos fundos, separados para descarte”, afirma. “Não temos estrutura nem instrumentos para realizar procedimentos cirúrgicos. Os materiais recolhidos eram utilizados apenas para procedimentos de emergência, como curativos. Eu utilizo a estrutura de uma clínica da cidade para operar os animais”, afirma sem revelar nomes. A Polícia Civil iniciou investigações relativas ao caso há dois meses, após receber denúncia de maus tratos a animais. Cerca de 30 pessoas já foram ouvidas. 

Funcionária - Na tarde de 18 de dezembro, uma funcionária do pet shop chegou a ser detida após denúncia de que estaria ameaçando uma testemunha do caso. Ela prestou depoimento na 17ª SDP e foi liberada. O delegado José Aparecido Jacovós entendeu que o entrevero entre ela e a denunciante foi apenas uma discussão.

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