Apucarana

Polícia apresenta suspeitos de participação na morte de técnico

Da Redação ·

A delegada Iane Cardoso Nascimento, da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, fez a apresentação na tarde desta quinta-feira (12) de dois rapazes suspeitos de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o técnico de futebol João Fagundes, de 75 anos,  mais conhecido em Apucarana como "João do Palmeirinhas.

O crime aconteceu na madrugada de 19 de outubro, no complexo esportivo José Antônio Basso, o "Lagoão". José Henrique de Assis Neto, de 19 anos, e Cléverson Pedro Luiz, de 20 anos, tiveram prisões decretadas a pedido da delegada Iane Cardoso Nascimento, que preside o inquérito relativo ao caso.

Segundo suspeição da polícia, José Henrique teria matado João durante roubo com a finalidade de obter meios para comprar crack e teria afirmado à polícia que Cléverson teria participado de tudo. Segundo a investigação da polícia, Cléverson seria cúmplice do assassino confesso, mas ele nega qualquer participação no caso.

O advogado de Cléverson, Paulo Henrique Pavovlak, afirma que seu cliente era amigo de José Henrique, mas garante que ele não estava no local do crime quando o mesmo foi consumado e assegura que vai provar isso à Justiça.
 

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José Henrique afirmou à polícia que o técnico de futebol estaria lhe devendo dinheiro relativo à compra de drogas, que seriam dadas para outros rapazes com os quais João do Palmeirinhas se relacionava. João morreu após ser agredido durante a cobrança de suposta dívida de R$ 60. Os dois detidos encontram-se recolhidos no minipresídio de Apucarana.

João do Palmeirinhas teve roubados um telefone celular e um  VW Golf vermelho placa LXR-8179. O veículo foi encontrado abandonado um dia depois,  na Rua Rolândia, próximo à Escola Ébano Pereira, na Vila Martins (zona oeste de Apucarana).

João foi encontrado morto e com sinais de espancamento na manhã de 19 de outubro. O corpo estava perto da quadra de bocha da Associação dos Pioneiros, no complexo esportivo José Antônio Basso, o "Lagoão", e apresentava sinais de espancamento. O técnico de futebol residia nas dependências do complexo esportivo e era guardião do local.