Apucarana

Empresas têm dificuldades para contratar temporários em Apucarana

Da Redação ·
Temporário, Jean Carlo Figueiredo espera ser efetivado: demanda em Apucarana é alta | Foto: Sérgio Rodrigo
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Temporário, Jean Carlo Figueiredo espera ser efetivado: demanda em Apucarana é alta | Foto: Sérgio Rodrigo

A menos de uma semana da abertura do comércio em horário estendido, lojistas encontram dificuldade para conseguir mão de obra extra. De acordo com estimativas da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), entre 400 e 500 vagas temporárias foram criadas principalmente no comércio para suprir a demanda do período. O problema é que apenas metade delas foi preenchida. Se sobra oportunidade, falta qualificação: esse é o principal motivo da grande quantidade de postos de trabalho ociosos no município.

O presidente da Acia, Júnior Serea, diz que o quadro de vagas cresceu 20% nas empresas da cidade, mas confirma a dificuldade em fazer contratações de final de ano. “Essa complicação acontece devido à falta de mão de obra em si e também à falta de qualificação. Poucas pessoas têm procurado encaixar-se nessas oportunidades, e muitas das que tentam não estão capacitadas”.

Segundo ele, esse é um panorama que não é exclusivo da cidade nem da região, mas é uma tendência nacional. Ele ainda afirma que a perspectiva é boa para quem ocupa essas vagas temporárias. “É uma pena que esses postos de trabalho não estejam sendo ocupados, já que a maioria deles deve ser efetivada por conta da atual situação econômica favorável”.

VAGAS
Gerente de uma loja de calçados na cidade, Roberto Júnior de Souza afirma que quatro vagas temporárias foram abertas para o período, mas apenas duas foram preenchidas. “As pessoas não estão procurando. Hoje há uma grande oferta de vagas para os jovens e isso tem dificultado o preenchimento. E mesmo sendo um salário bom, o trabalho é bastante difícil e cansativo no comércio nessa época do ano”.

A falta de qualificação também é uma das causas para esta situação. “Dos que procuraram a loja para preencher as vagas, boa parte não tinha a qualificação necessária. A questão não é apenas ter o número de vendedores necessário, mas também oferecer um bom atendimento”, explica.

Washington Luís Firmino é proprietário de uma loja de roupas e também destaca a dificuldade em preencher a única vaga temporária que abriu para o período. “Consegui, depois de muito custo, preencher essa vaga. O vendedor agora está em fase de experiência, mas existe uma grande possibilidade de efetivação”, diz.

Ele ainda destaca que a qualificação pedida pelas empresas não quer dizer necessariamente experiência. “Queremos pessoas que tenham pré-disposição para o trabalho, principalmente se a pessoa for se relacionar com os clientes. Ser simpático e atencioso, por exemplo. Muitas vezes até opto por candidatos sem experiência, já que assim ele pode ser formado ao longo do tempo com o modo de trabalho da loja”, explica.

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