Apucarana

Minipresídio de Apucarana é alvo de atentado no final de semana

Da Redação ·
Minipresídio de Apucarana tem capacidade para abrigar 120 presos, mas hoje há 21 mulheres e e mais de 260 homens encarcerados na unidade prisional (Foto: TNONLINE)
Minipresídio de Apucarana tem capacidade para abrigar 120 presos, mas hoje há 21 mulheres e e mais de 260 homens encarcerados na unidade prisional (Foto: TNONLINE)

Policiais militares e agentes carcerários ficaram de prontidão no minipresídio de Apucarana no final de semana após bombas serem jogadas no portão da unidade carcerária. Conforme o pessoal da guarda, o sistema de monitoramento eletrônico registrou, na madrugada de domingo (10), quando dois veículos - um preto e um branco - pararam em frente ao portão e duas pessoas desceram e colocaram as bombas detonadas no local. A explosão dos artefatos provocou muita fumaça.

A chefia da 17ª Subdivisão Policial (SDP) e o comando do 10º Batalhão da polícia Militar (BPM) foram informados sobre o atentado e a segurança na unidade carcerária foi reforçada para impedir a consumação de eventual resgate de presos e ou fuga em massa.
 

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A Polícia Civil vai instaurar inquérito e analisar as imagens das câmeras de segurança do minipresídio para tentar identificar e responsabilizar as pessoas que jogaram bombas no local.

Plano fustrado - Nos dias 3 e 11 de outubro policiais e agentes carcerários realizaram revista no minipresídio de Apucarana após informações de que planos de fuga estariam em andamento no interior da unidade carcerária. Os policiais localizaram o início de escavação de um túnel na quinta cela da primeira galeria da unidade carcerária. Os detentos foram retirados do local para a realização de reparos no piso.

Fuga - A última fuga registrada no minipresídio de Apucarana foi a de um latrocida, no dia 5 de setembro. Ele fugiu tranquilamente do minipresídio de Apucarana pela porta da frente, após se disfarçar de mulher usando peruca morena numa quinta-feira, dia de visitas aos detentos.

De acordo com a polícia, Alexandro Alves dos Santos, o Rato", de 32 anos, que matou um comerciante durante roubo no Mercado Sábia, no Residencial Sabiá, usou o disfarce para de mulher para ganhar a liberdade forçada e a fuga só foi percebida por volta das 20h30 de sexta-feira, após a recontagem dos presos. A Polícia Civil abriu um procedimento administrativo para apurar mais detalhes sobre a fuga de Rato.

O latrocínio - Rato matou a tiros o comerciante Názio Vaz de Vieira, de 47 anos. O crime ocorreu no dia 29 de dezembro de 2011 ano na Rua Denhei Kanashiro, no residencial Sabiá (zona leste de Apucarana). O comerciante levou um tiro na nuca durante assalto e morreu horas depois no Hospital da Procidência. Um filho de Vaz presenciou o assassinato do pai.

Superlotação - O minipresídio de Apucarana tem capacidade para abrigar 120 presos, mas hoje há 21 mulheres e e mais de 260 homens encarcerados na unidade prisional.