Apucarana

Polícia detém pai e filho por suspeita de envolvimento em roubo a banco

Da Redação ·
Ainda no dia do assalto a banco foi preso em flagrante Bruno Batista Bolevardi, de 26 anos, foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara
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Ainda no dia do assalto a banco foi preso em flagrante Bruno Batista Bolevardi, de 26 anos, foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara

Policiais civis sob o comando do delegado adjunto da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Gustavo Dante da Silva, fizeram a detenção nesta sexta-feira (30) de Jorge Alves Bueno, de 70 anos, e seu filho Luciano Marques Bueno, de 38 anos. Os dois tiveram a prisão decretada pela Justiça por suspeita de conivência com uma quadrilha que praticou roubo na agência do Sicredi de Mauá da Serra na quarta-feira (28). Os dois residem em casa situada na Rua Projetada, no Conjunto Sidrake, em Mauá da Serra, onde os bandidos foram localizados por policiais militares após o assalto. No dia do crime, quatro bandidos invadiram a agência do Sicredi. Depois, na casa de Jorge, houve confronto entre criminosos e PMs, que resultou na morte do sargento Anderosn Joani, de 35 anos e dos ladrões Bento Pedro Ferreira Junior, 53, o "Bentinho", de Califórnia, e Caio Diego da Silva, de 26, de Curitiba. Além de Joani, o cabo Douglas Fraga foi baleado nas duas pernas pelos bandidos. Ele foi encaminhado pelo Samu ao Hospital da Providência, em Apucarana.

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Na oportunidade foi preso em flagrante Bruno Batista Bolevardi, de 26 anos, foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Ele disse à polícia que foi contratado para dirigir o carro usado no roubo. Um quarto assaltante conseguiu fugir. Os bandidos usaram um GM Monza tomado de assalto em Apucarana para consumar o crime em Mauá da Serra.
 

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Segundo o delegado Gustavo Dante, Bentinho era "compadre" de Jorge Alves Bueno, que teria conhecimento sobre a prática do assalto e teria aceitado dar refúgio para os bandidos em sua casa após o roubo. Já Luciano seria o responsável por levantamento realizado no local do assalto para depois repassar informações aos bandidos. Os dois, no entanto, negam as acusações. Eles foram presos em Mauá da Serra e depois levados à Delegacia de Marilândia do Sul para depoimentos iniciais. Em seguida pai e filho foram trazidos para o minipresídio de Apucarana.   

 

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Confdorme Gustavo Dante, Jorge era o responsável pela casa onde os assaltantes teriam supostamente invadido depois do roubo. A polícia acredita que na verdade Jorge conhecia os ladrões e combinou de escondê-los após o assalto. 

Já o filho de Jorge, Luciano, esteve na agência bancária momentos antes do crime para fazer um levantamento do local. "Ele entrou na agência meia hora antes do assalto com um alicate e uma chave de fenda. O Luciano foi o responsável por verificar se uma arma de fogo cabia no porta o objetos e se a porta iria travar com os equipamentos", explicou Dante. Após as investigações, pai e filho tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça, que foram cumpridos hoje. 

"Eles podem negar as acusações, mas nós levatamos provas consistentes contra os dois sobre o suporte logístico dado aos assaltantes de banco e eles vão ter que se explicar à Justiça", disse o delegado Gustava Dante.

Sepultamento - Em clima de grande comoção e acompanhamento de uma multidão, foi sepultado no final da manhã des quinta-feira (29), no Cemitério Municipal de Cambira, o corpo do sargento Anderson Joani, de 35 anos. Joani deixa viúva e um filho menor. Ele estava na Polícia Militar (PM) há 16 anos e foi sepultado com honras militares e salva de tiros.

Como foi - Segundo a PM, na quarta-feira quatro bandidos assaltaram a agência do Sicredi em Mauá da Serra. Na fuga, eles trocaram tiros com os policiais. Dois foram mortos, um foi preso e outro conseguiu escapar. Os mortos foram identificados como Bento Pedro Ferreira Junior, de 53 anos, e Caio Diego da Silva, de 26. Ambos tinham passagem por roubo, e Caio era considerado foragido de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. 

A PM apreendeu duas pistolas com eles e conseguiu recuperar o dinheiro levado. Uma das armas era do segurança da agência. Na ação, um dos assaltantes entrou pela porta giratória enquanto o outro colocou uma blusa com o revólver no porta-objetos da entrada. De posse da arma, eles renderam o vigilante e praticaram o assalto. A quantidade em dinheiro levada ainda não foi contabilizada. 

Um quarto bandido que participou do crime e conseguiu fugir já foi identificado pela polícia, mas ainda não foi localizado. Na madrugada, os bandidos já haviam invadido uma propriedade rural na região e roubado cerca de R$ 13 mil em dinheiro, além de roubar um GM Monza em Apucarana. O carro foi usado no assalto a um restaurante e posteriormente no roubo a banco. 


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