Apucarana

Apucarana inicia adaptações do programa escola acessível

Da Redação ·
Crédito da foto - André Veronez
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Crédito da foto - André Veronez

As escolas municipais de Apucarana começaram a ser adaptadas para que seja garantida a acessibilidade a alunos portadores de deficiências ou com transtornos globais. As obras iniciaram pela Escola Municipal Mateus Leme, localizada na Vila Operária, e até o ano que vem chegarão a 22 estabelecimentos da rede municipal. A adaptação ocorre de acordo com planos de ações propostos e envolve a instalação de rampas, corrimãos e mobiliário,  aquisição de cadeira de rodas, aparelhos auditivos e visuais, além de sinalização visual, tátil e sonora.   

O prefeito de Apucarana, Beto Preto, verificou o trabalho executado na “Mateus Leme”, onde foram instaladas 14 rampas de acesso e o pátio interno, com área de 300 m2, foi totalmente reformado. O investimento é de R$ 8 mil, com recursos do  Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Ministério da Educação. “Agora, todas as áreas da escola podem ser acessadas por meio de rampas, desde salas de aula e sanitários até a quadra de esportes”, ressalta Beto Preto.

Segundo ele, até o final do ano 8 escolas municipais estarão adaptadas e as outras 14 serão entregues à comunidade no ano que vem. “Queremos promover condições de acessibilidade a todos, independente de suas capacidades físicas, motoras ou intelectuais, removendo assim qualquer tipo de barreira”, assinala, informando que os recursos totais nas duas etapas do programa, que também é chamado de “Escola Acessível”, são de aproximadamente R$ 200 mil.

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De acordo com Luiz Carlos Pires, diretor de projetos da Autarquia Municipal de Educação (AME), a próxima unidade beneficiada é a Escola Municipal Gabriel de Lara, situada na Vila Orizze. “O projeto prevê bebedouros e banheiros acessíveis, além da instalação de piso antiderrapante. Os investimentos nessa escola serão de R$ 9.600 e as obras começam na semana que vem ”,  observa Pires.

A execução dos projetos é acompanhada pelo engenheiro da AME, Alan Alves da Silva. Segundo ele, as escolas são contempladas conforme relação publicada em resolução do “FNDE/PDDE – Escola Acessível”. “Para pleitear os recursos é necessário efetivar o cadastro  no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação, onde também é inserido o plano de trabalho contendo o planejamento de utilização dos recursos”, explica.

A definição das escolas contempladas e do valor liberado ocorre com base nas informações do Censo Escolar, que registra a matrícula de estudantes da educação especial em classes comuns do ensino regular. O objetivo é assegurar a inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais e superdotados, permitindo o compartilhamento de espaços comuns de aprendizagem. Além do ambiente físico, o “Escola Acessível” libera recursos para aquisição de materiais didáticos, pedagógicos e de tecnologia assistiva.