Apucarana

Acea pode pedir devolução de terreno do Hospital do Coração

Da Redação ·
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Acea pode pedir devolução de terreno do Hospital do Coração

A Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea) pretende convocar, nos próximos dias, uma assembleia com os associados para discutir medidas que poderão ser tomadas com relação ao Hospital do Coração. A entidade estuda solicitar judicialmente o terreno doado para abrigar o projeto.

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Para a Acea, o hospital deveria estar funcionando plenamente, com oferta de cirurgias, o que não está acontecendo. “Já faz cinco anos que o terreno foi cedido e até agora nada. Se disserem que o hospital está funcionando, é mentira. O prédio foi cedido para o Cisvir, portanto não está realizando os procedimentos que seriam a sua finalidade. A direção do hospital deve explicações não só a nós, mas ao povo de Apucarana, que está se sentindo enganado”, criticou Satio Kayukawa, presidente da Acea.

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Segundo Kayukawa, no contrato de doação do terreno está previsto que, se o hospital não fosse entregue dentro do prazo estipulado, o terreno seria revertido para a Acea.
A entidade cedeu o terreno para a construção do Hospital do Coração em 2008. O prazo para término da obra era de dois anos, mas acabou sendo prorrogado por mais dois a pedido do médico responsável pelo hospital, Randas Vilela Batista.


De acordo com Kayukawa, o hospital havia prometido equipamentos de última geração, além da construção de uma nova entrada para o prédio, um heliponto e também a remodelação do Lago Jaboti.


“O dinheiro não é do hospital, mas de uma fundação do Japão. Por isso, o hospital deve explicações. Sabemos que recuperar o terreno é difícil. Nossa intenção maior é pressionar para que o hospital funcione como deve. Gostaria também que as autoridades competentes investiguem, como o Ministério Público e a Receita Federal, já que o dinheiro é de fora”, declarou.

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HOSPITAL REBATE
O diretor geral do Hospital do Coração, Randas Vilela Batista, afirmou estar surpreso com a atitude da Acea. “Não acredito que o terreno voltará à Acea. Para mim, isso parece ideia de quem só quer incomodar”, diz.


Segundo ele, o hospital hoje realiza praticamente todas as consultas e exames relacionados à cardiologia. Por mês, 600 pessoas são atendidas no local.
O médico explica que depende de uma liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar procedimentos cirúrgicos. O pedido já foi deito há três meses, segundo Randas.


“Por que a Acea não ajuda o hospital nessa questão da Anvisa? Não entendo essa atitude. Estou aberto ao diálogo, respondo a qualquer pergunta deles, mas não fui consultado para nada”, diz o médico.


A obra teve investimento de US$ 10 milhões. O terreno total cedido tem cerca de 22,2 mil m².