Apucarana

Ataque de borrachudos 'inferniza' produtores rurais

Da Redação ·
 Agricultor Antônio Nelson Bruzon mostra as mãos feridas pelas picadas dos insetor
fonte: Delair Garcia
Agricultor Antônio Nelson Bruzon mostra as mãos feridas pelas picadas dos insetor

Uma invasão de borrachudos tem tornado um inferno a vida de moradores dos quilômetros 10 e 28 da Estrada São Domingos, zona sul de Apucarana. Devido ao ataque, os agricultores são obrigados a trabalhar de blusa mesmo no calor e nem repelente resolve mais. Até os animais de criação estão sofrendo com os insetos. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente avisa que está tomando providências para remediar a situação. 
Na tarde de ontem, a reportagem visitou uma das propriedades afetadas e, literalmente, sentiu na pele a ação das pragas. É simplesmente impossível ficar muito tempo parado diante das picadas simultâneas, que causam coceira e inchaço quase que imediatos. Isso, em apenas meia hora. Já os sete moradores da propriedade de seis alqueires arrendada por Antônio Nelson Bruzon, de 58 anos, vivem esse drama 24 horas por dia, sete dias por semana. 
Com as mãos cheias de marcas vermelhas de picadas, o produtor revela que o problema se acentuou nos últimos sessenta dias. “Às vezes, ficam umas nuvens pretas de mosquitos. Nem usar repelente resolve mais. Temos que trabalhar de blusa e, mesmo assim, eles entram por dentro da roupa e mordem o corpo”, reclama o Bruzon. Nem os animais são “perdoados”. A vaca leiteira Boneca, por exemplo, está com as tetas inflamadas. “Não é que a situação seja terrível. É um inferno”, classifica o produtor rural, cobrando providências do poder público ao problema. 

DESEQUILÍBRIO - O secretário municipal de Meio Ambiente, Itamar Gomes de Oliveira, explica que o aumento da população desse tipo de inseto na localidade é causado pela morte de peixes do Rio Barra Nova, que passa pela região. Como as larvas do borrachudo não são eliminadas pelo predador natural, os mosquitos não encontram impedimento para se desenvolverem até a fase adulta. “Se isso acontece é porque, com certeza, houve um desequilíbrio ambiental, que deve ser investigado”, diz. Enquanto não se chega a uma solução definitiva, o secretário informa que a prefeitura viabiliza a compra do Teknar, o único larvicida do mercado capaz de combater a praga. “Além de ser um produto caro, temos que fazer licitação. Então, essa aquisição deve levar em torno de vinte dias”, estima. (Leia mais na edição de quarta-feira da Tribuna do Norte)

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