Apucarana

Woidela deixa a prisão e se defende de acusações

Da Redação ·

O contador da Prefeitura de Califórnia, Luís Roberto Woidela, 32 anos, deixou no último sábado a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), após conseguir alvará de soltura. Ele estava preso desde o dia 23 de janeiro quando foi detido por policiais em plena área central de Apucarana por suspeita de ter sido o mandante do atentado contra a prefeita Ana Lúcia Mazeto Gomes (PSDB), em novembro do ano passado.

Agora solto, Woidela procurou os meios de comunicação, através de seus advogados e de uma assessoria de imprensa, para se defender da acusação de ser o mandante do atentado. Os advogados do acusado, Gerôncio Taborda Rocha Junior e Deise Daiane Pereira de Oliveira, apontam que o caso está recebendo influência política. “Em audiência de instrução probatória o esposo da suposta vítima, Sr. Waldemir Gomes, ressaltou ter solicitado ao vice-governador que intercedesse junto ao governador para que cobrasse empenho do secretário de Segurança Pública e dos delegados, pois necessitava de dar uma satisfação à população com rapidez, mas não com o objetivo de elucidar o crime, e sim para apontar um suposto autor”, afirma a defesa de Woidela.

Apesar de a Comarca de Marilândia do Sul ter expedido ofício de remoção do acusado para a liberação do alvará de soltura na sexta-feira e entregue pessoalmente pelo investigador civil, a direção da PEL II não acatou alegando que o alvará ainda não estava publicado no sistema on line penitenciário, autorizando a saída de Woidela somente na manhã de sábado. Segundo a defesa, essa burocracia fez com que seu cliente permanecesse preso ilegalmente, infringindo a Lei Constitucional. “Todo preso assim que receber o alvará de soltura deve ser posto imediatamente em liberdade, independente do horário”, afirmam os advogados informando ainda que aguardaram por horas em frente da PEL II à noite e não obtiveram respaldo por parte da direção.

De acordo com Woidela, agora em liberdade vai poder elucidar muitas das acusações que foram apresentadas tanto em processo criminal quanto em processo administrativo. “Todas as acusações feitas a meu respeito são infundadas e sem respaldo algum, estão me usando como ‘bode expiatório’”, declara. A defesa atribui a liberdade de Woidela aos fatos analisados na reconstituição do crime, ocorrida na segunda-feira passada (dia 3) e coordenada pela Polícia Civil, onde se pôde verificar diversas contradições nos relatos das testemunhas e da própria vítima. O resultado final da perícia deve sair na próxima semana. A liberdade de Woidela, segundo seus advogados, foi motivo de muita comemoração no final da tarde de sexta-feira em Califórnia. Amigos e familiares soltaram rojões na sexta-feira e realizaram uma carreata pelas principais vias da cidade.

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