Apucarana

Beto Preto pede apoio para transposição de linha férrea

Da Redação ·
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fonte: Assessoria
Beto Preto pede apoio para transposição de linha férrea

O presidente em exercício da Câmara Federal, deputado André Vargas (PT), acompanhou anteontem o prefeito de Apucarana, Beto Preto (PT), em audiência com o Ministro dos Transportes, César Borges, em Brasília. Vargas e Preto solicitaram o apoio do ministro para viabilizar obras de transposição da linha férrea no perímetro urbano de Apucarana.

Entre as reivindicações estão um viaduto na região do Núcleo João Paulo I e uma trincheira junto à Rua Osvaldo Cruz, nas imediações da Vila Apucaraninha. Também foi solicitada autorização para a construção de mais um viaduto num ponto que ainda será definido, dependendo de estudos técnicos. “Buscamos a aprovação do Ministério dos Transportes para a construção de dois viadutos e uma trincheira (passagem por baixo dos trilhos), avaliados em cerca de R$ 4,5 milhões. Os recursos viriam de emendas ao orçamento da União, com contrapartida do Município”, explicou o prefeito.

Outra proposta visa a criação de uma ciclovia, numa extensão de 12 km, dentro da faixa de domínio da Rede Ferroviária Federal. A nova alternativa de transporte que Apucarana planeja criar dentro da margem lateral de 30 metros - junto aos trilhos - pode contribuir de maneira eficiente no deslocamento dos trabalhadores de vários bairros.
Beto Preto explicou ao ministro César Borges, que já haviam sido autorizados recursos para a construção do viaduto na região do João Paulo. “Infelizmente, não houve interesse da gestão anterior em viabilizar a obra, em decorrência do projeto que prevê a criação de um contorno ferroviário”, comentou.

Mesmo com a implantação de dois viadutos e uma trincheira, nada impede que, no futuro, seja viabilizado o contorno ferroviário. O prefeito Beto Preto diz que o atual traçado dos trilhos pode ser usado para o “Trem Pé Vermelho”, ou para criar uma avenida perimetral, interligando diversos bairros.

CONTORNO - André Vargas assinalou que ninguém é contra o contorno ferroviário. “Precisamos trabalhar dentro da realidade e reconhecer que a sua implantação é difícil, pois o custo já está estimado em R$ 270 milhões”, avaliou. Ele fez questão de lembrar que, na década de 70, Londrina tirou os trilhos da cidade. “Hoje a cidade já está chegando próximo do novo traçado ferroviário”, completou, acrescentando que Maringá teve uma solução mais apropriada com o rebaixamento dos trilhos. O projeto do contorno de Apucarana, que custou R$ 2 milhões, foi concluído em 2012.

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