Apucarana

Vereadores aprovam requerimento de informações sobre possível superfaturamento de câmeras

Da Redação ·
Vereadores de Apucarana aprovam requerimento de informações sobre possível superfaturamento de câmeras
fonte: Tribuna do Norte
Vereadores de Apucarana aprovam requerimento de informações sobre possível superfaturamento de câmeras

A Câmara de Vereadores aprovou em última votação e por unanimidade, na sessão ordinária de ontem (11) à noite, requerimento do vereador Luiz Cordeiro Magalhães (PT) pedindo informações detalhadas ao prefeito municpal e ao Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Ideplan) sobre a forma de aquisição pelo município de câmeras de segurança através do Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Cidadania (Cismel). A aquisição aconteceu ainda no ano de 2008, quando o prefeito ainda era o ex-padre Valter Aparecido Pegorer.

Segundo Magalhães, o objetivo é apurar possível suspeita de superfaturamento e aquisição de equipamento de monitoramento de segunda mão (já usados). "O funcionamento dessas câmeras de monitoramento está sendo muito questionado pela população, pois quando há necessidade da polícia obter imagens de algum crime cometido, nunca essas câmeras estão funcionando, como no caso de um sequestro-relâmpago ocorrido na cidade, entre outros casos", disse Magalhães.

O vererador acrescentou que apenas 12 dos mais de 30 equipamentos do gênero instalados em diversos pontos da cidade estão em funcionamento atualmente.

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Matéria na Tribuna - Na edição dominical de 2 junho deste ano, o jornal Tribuna do Norte publicou uma ampla matéria sobre as câmeras de monitoramento instaladas em Apucarana.

Conforme a matéria da Tribuna, compradas com dinheiro da Prefeitura em setembro de 2008, as câmeras de vigilância espalhadas em diversos pontos da cidade de Apucarana não funcionam como deveriam. E o que é pior: o problema se arrasta há cerca de quatro anos, de acordo com a Guarda Municipal (GM). São 33 aparelhos que, por falta de manutenção adequada, foram sucateados e encontram-se pendurados em postes sem nenhuma utilidade para a segurança da população apucaranense.

O supervisor da GM de Apucarana, Ataíde Pantaleão, explica que as câmeras começaram a apresentar defeito logo nos primeiros meses de uso. “Esses aparelhos foram comprados não se sabe de que maneira. Eles funcionaram perfeitamente durante poucas semanas e então, foram pifando, um a um, por falta de manutenção”.

Na época, o investimento foi de aproximadamente R$ 1,2 milhão, com a compra das câmeras e a instalação de uma central de monitoramento. A central, com vários computadores e oito monitores de alta definição, funciona perfeitamente.

Os problemas nas câmeras são os mais variados: no rotor, que faz com que a câmera gire 360 graus, no envio de sinal das câmeras e até na própria captura das imagens. O principal empecilho é que a empresa vencedora da licitação para realizar a manutenção das câmeras é do Rio de Janeiro. Alguns equipamentos chegaram a ser enviados para a capital carioca em anos atrás para serem consertados. No entanto, os problemas não foram resolvidos.


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