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Apucarana

Mulher assassinada pelo marido é sepultada em Apucarana

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Jéssica, que é sobrinha do vereador Antônio Ananias (PSDB), deixa uma filha de quatro anos
Jéssica, que é sobrinha do vereador Antônio Ananias (PSDB), deixa uma filha de quatro anos

O corpo de Jéssica Carline Ananias da Costa, de 22 anos, foi sepultado há pouco, no Cemitério Cristo Rei, em Apucarana. Ela foi assassinada na madrugada de quinta-feira (9) com mais de 20 golpes de faca dentro da própria residência, situada na Rua Nossa Senhora da Conceição, no Jardim Presidente Kenedy, no Bairro da Igrejinha, na zona sul da cidade. Inicialmente o marido dela, o autônomo Bruno José da Costa, de 25 anos, afirmou à polícia que o crime teria sido praticado durante roubo e que o carro da família tinha sido levado por um bandido. Mas depois entrou em contradição e confessou a autoria do assassinato da esposa. Ele foi autuado em flagrante por homicídio doloso (quando há intenção de matar). A faca usada no crime foi localizada e apreendida na Rua Serra dos Mulatos, no Núcleo Adriano Correia. Ele teria premeditado o assassinato, conforme a polícia. Dois comparsas que ajudaram Bruno a consumar o plano de matar a esposa e simular ter sido vítima de latrocínio foram presos por agentes do Serviço de Inteligência (P2) do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM) por co-autoria de homicídio.

 

Bruno Cezar Albino, de 20 anos, residente na Vila Nova, e Gilson Sabino da Silva, 20 anos, morador no Jardim Marissol receberam dinheiro para eliminar as provas do crime e ajudar a forjar um suposto assalto. O primeiro tirou as roupas ensanguentadas do autor do homicídio e as facas usadas no crime da casa onde ocorreu o assassinato e o segundo buscou Bruno José da Costa no Núcleo João Paulo, onde ele abandonou o carro da família para tentar forjar que fora roubado. Segundo a polícia, o autor do assassinato da esposa estaria mantendo um suposto relacionamento extraconjugal com uma pessoa da família.

A vítima Jéssica, que é sobrinha do vereador Antônio Ananias (PSDB), deixou uma filha de quatro anos. Inicialmente, a Polícia Civil investigava a suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte).

 

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No primeiro depoimento aos policiais, o marido afirmou que a sua casa foi invadida por dois assaltantes. Depois ele caiu em contradição e disse que o autor do crime seria um assaltante armado com uma faca, que teria rendido ele e a esposa quando ambos saíam de casa. O bandido o teria amarrado e depois praticado o crime, com objetivo de roubar o carro da família e dinheiro guardado para uma viagem ao Paraguai.

Durante o depoimento, a Polícia desconfiou de uma série de contradições e Bruno José da Costa acabou confessando ter matado a esposa com mais de 20 golpes de faca. O delegado Italo Sêga concederá coletiva às 16 horas para detalhar o caso.

"Nesse caso, a Medicina Forense explica e dá condições para que a polícia inicie investigação após deduzir que um ferimento na mão provocado por arma branca pode ter sido causado pelo próprio autor do crime , nesse caso o marido de Jéssica, quando a faca escorrega da mão ou bate em alguma parte óssea da vítima", observa o advogado criminalista João Batista Cardoso. O caso teve grande repercussão hoje nas redes sociais.



Leia mais na edição de sexta-feira (10) da Tribuna do Norte - Diário do Paraná

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