Apucarana

Entidades se unem por mais segurança

Da Redação ·
 Representantes da Associação dos Engenheiros e do Rotary na sede da Tribuna
fonte: Sérgio Rodrigo
Representantes da Associação dos Engenheiros e do Rotary na sede da Tribuna

Integrantes da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Apucarana (AEAA) e representantes do Rotary Club lançaram ontem um manifesto contra o alto índice de criminalidade que atinge o município ainda no primeiro trimestre do ano. Durante reunião na sede da associação, membros das entidades criaram uma lista com inúmeras reivindicações no setor de segurança. O relatório deve ser encaminhado à ouvidoria da Polícia do Estado do Paraná. A iniciativa foi tomada após a morte de um integrante da associação, o engenheiro Francisco Marchi, 33, morto a tiros em sua própria casa há uma semana.

Os associados manifestaram extrema preocupação quanto a situação de insegurança em que se encontra a sociedade apucaranense. “Os crimes contra as pessoas estão se multiplicando sem que tenhamos notícias de providências efetivas das autoridades responsáveis. Não é apenas um protesto em relação ao que aconteceu com nosso colega. Buscamos soluções para que nossa sociedade possa retomar a sensação de segurança”, disse o presidente da AEAA, Alcides Vicente Jr.

Os representantes destacam os números divulgados no início do mês pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria de Estado da Segurança Pública, que apontam redução no índice de homicídios nas principais cidades do Estado, em comparação com o mesmo período de 2012. “Os municípios vizinhos, que apresentam um número maior de habitantes conseguiram uma melhora e nós?”, questiona o presidente.

Entre as reivindicações estão: construção de penitenciária, centro de ressocialização para menor infrator, instalação de uma unidade da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná (Denarc), além do aumento no efetivo da Polícia Militar. “É triste para um cidadão ter que reivindicar penitenciária ao invés de empresas que contribuam para o crescimento do município”, lamenta Júnior.

O grupo quer que a Secretaria de Segurança Pública e Prefeitura Municipal adotem providências que possam garantir a tranquilidade da população. “Estes crimes contra vida devem ser elucidados. Queremos os autores atrás das grades”.

O Crime - Francisco Marchi foi assassinado em 11 de março, durante tentativa de assalto em sua casa, no Loteamento Cazarim. Ele foi atingido por dois tiros e morreu na hora. No momento do crime, a vítima estava acompanhada pela mãe, esposa e duas filhas menores. A polícia ainda não tem pistas dos autores.

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