Apucarana

Justiça põe em liberdade 2 suspeitos de latrocínio que vitimou casal

Da Redação ·

O Poder Judiciário de Apucarana concedeu liberdade a dois homens detidos por força de mandados de prisão provisória (30 dias) sob a acusação de envolvimento em crime de latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou, no final de janeiro, um casal de evangélicos residente no Jardim Ponta Grossa, na zona norte de Apucarana. O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Valdir Abrahão da Silva, confirmou a informação nesta quinta-feira (14).

Conforme a polícia, Nelson de Andrade, o "Pezão", de 40 anos, e Adriano José da Silva, 38, foram soltos porque nada ficou comprovado contra eles.  Já Gilliard Ribeiro Ferreira, de 32 anos, continua preso, pois confessou a autoria do latrocínio que vitimou Vicente Pereira da Costa, 73 anos, e sua companheira Maria de Jesus Costa, 66. Vicente foi morto com uma pancada na cabeça e a mulher com um facada no pescoço. O crime ocorreu em 26 de janeiro, mas só veio ao conhecimento público na manhã de domingo (27), quando familiares notaram o desaparecimento do casal e decidiram arrombar a casa.

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"O Giliard confessou que entrou na casa para furtar, foi surpreendido pelo Vicente e o matou com uma pancada na cabeça. Depois ele esperou a mulher chegar e também a matou. Giliard revelou ainda que roubou R$ 1 mil em dinheiro e gastou tudo comprando crack e bebidas alcoólicas", relatou o delegado. Conforme Abrahão, Maycon Willian Vicente da Silva, 22, também permanece preso porque a polícia teria indícios significativos de que ele possivelmente ajudou Giliard a praticar o crime. Maycon, no entanto, nega a acusação.

Após dez dias de investigação, os quatro homens tiveram a prisão temporária por 30 dias decretada pelo Judiciário após solicitação da Polícia Civil por suspeita de envolvimento no latrocínio. Todos moram perto da casa das vítimas e dois deles eram conhecidos do casal.

“O Gilliard já trabalhou na casa da vítima e, portanto, sabia que o homem vendia objetos do Paraguai e emprestava dinheiro a juros. Temos convicção de que ele convidou o Maycon para consumar o crime”, completou o delegado Abrahão.