Apucarana

Comandante do 30º BIMtz esclarece roubo de fuzil

Da Redação ·
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fonte: Delair Garcia
Comandante do 30º BIMtz esclarece roubo de fuzil

A tentativa de roubo que aconteceu na última quarta-feira (15), no 30º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) de Apucarana gerou diversas discussões sobre a segurança do local. Na ocasião, um sentinela foi rendido por um homem armado que  tomou um fuzil utilizado pelos militares durante os turnos de ronda no batalhão.

Segundo o comandante 30º BIMtz, tenente coronel Wellington Silva Lousada, o ladrão colocou uma arma na cabeça do soldado e exigiu o fuzil. "O indivíduo se embrenhou na mata do batalhão e aguardou a melhor oportunidade para render um dos nossos sentinelas. No momento em que ele pegou a arma e fugiu em direção a mata, um outro sentinela efetuou um disparo."

O tenente coronel acredita que o suspeito não abandonou a arma, mas sim que ele teria perdido o equipamento. "Ele provavelmente se assustou com o disparo e tropeçou, pois estava muito escuro. Então acreditamos que ele perdeu o fuzil."

Lousada contou que a arma ainda passará por uma perícia, e que uma reconstituição será feita no local. Ele também esclareceu alguns questionamentos que surgiram, suscitando dúvidas se o fuzil realmente havia sido recuperado. "Se o fuzil não tivesse sido recuperado, a cidade não estaria tranquila. Eu já estaria com toda a minha tropa nas ruas fechando e bloqueando toda a cidade, e revistando cada local."

O coronel afirmou que antes da tentativa de roubo, já havia melhorado a segurança do batalhão, escalando sempre dois sentinelas para vigiar o local. Mudança que ele considera ter ajudado a evitar que o ladrão conseguisse fugir com o fuzil. "Antigamente, os nossos postos eram individuais. Desde fevereiro, para reforçar a segurança, eu resolvi colocar todos os postos duplos. Não temos soldados isolados em nosso quartel", concluiu.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o caso já foi instaurado e a investigação não será repassada para outros órgãos. Lousada adiantou que já existem suspeitos sob investigação, e que não descarta a possibilidade de envolvimento de um ex-militar. Segundo ele, informações esclarecedoras podem ser obtidas com a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos.

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