Apucarana

Conversões à esquerda continuam gerando transtornos na Avenida Minas Gerais

Da Redação ·
  Conversões à esquerda continuam gerando transtornos na Avenida Minas Gerais (Foto: Sérgio Rodrigo)
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Conversões à esquerda continuam gerando transtornos na Avenida Minas Gerais (Foto: Sérgio Rodrigo)
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A Avenida Minas Gerais, em Apucarana, resiste às campanhas de trânsito, e continua sendo palco de frequentes infrações de trânsito por motoristas, que insistem em executar conversões não permitidas à esquerda. A ‘festa’ das irregularidades é fruto de vários fatores: poucas opções de rotas alternativas, comportamento histórico dos motoristas em relação a esse tipo de manobra e principalmente a falta de fiscalização. Trecho urbano de duas rodovias, a via é uma espécie de zona neutra, onde a administração municipal pouco ou nada pode intervir e cuja fiscalização é de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que não têm agentes disponíveis para ‘bater ponto’ atrás dos infratores. A prefeitura tenta, desde 2010, um convênio com a corporação para poder intervir mais na rodovia, com colocação de radares e outras medidas, mas enquanto o processo se arrasta nada muda na região. 
Ontem em poucos minutos de acompanhamento, por volta das 17 horas e antes do horário de pico, a reportagem da Tribuna constatou uma série de irregularidades. Em apenas um minuto, seis carros convergiram de forma irregular para acessar a Avenida Paraná pelo pátio do posto Catuaí e seguir sentido ao centro da cidade. Em três minutos, outros vinte veículos fizeram a mesma manobra. 
No entroncamento da Avenida Minas Gerais com Carlos Schimidt, onde há um semáforo e a conversão à esquerda foi proibida em outubro de 2010, duas manobras do gênero foram verificadas em questão de minutos. A constatação é que os condutores deixaram de virar no cruzamento, para fazer isto cerca de trinta metros depois, pelo pátio do posto de combustíveis. 
A prática não é exclusiva dessa região. Em outros pontos da avenida, as manobras se repetem para que motoristas tenham acesso à Vila Nova. Outro ponto de conflito é o no cruzamento com a Rua Grande Alexandre. Por causa desta situação, o plano viário apresentado na semana passada pela Prefeitura indica a instalação de semáforo ali. Um dos trechos onde ocorriam mais acidentes, entre os cruzamentos com Avenida Central do Paraná e Rua Brasília, deixou de ser perigoso com a instalação de semáforos quatro tempos, na altura do Super Muffato. Os dispositivos foram instalados pelo mercado no ano passado. 
A PRF reconhece o problema e promete ampliar sua presença no trecho urbano da BR-376 e BR-369 e notificar os infratores. “Nós fizemos inúmeras notificações, e muitas delas pesadas, porque mais de uma infração pode ser cometida pelo motorista no mesmo momento”, relata o inspetor Pedro Faria, chefe regional da PRF de Apucarana. 
Ele admite, entretanto, que há dificuldades de manter equipes no perímetro urbano de Apucarana, por causa do longo trecho de responsabilidade da corporação. “São fiscalizações nas rodovias, atendimento de acidentes, onde temos que estar também na região de Arapongas, Jandaia e Marilândia do Sul”, frisa o inspetor.