Requião Filho promete auditar venda da Copel e defende "pente-fino"
Candidato pedetista criticou o aumento das tarifas após a privatização
O candidato ao governo do Paraná pelo PDT, Requião Filho, prometeu realizar uma auditoria rigorosa no processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) caso seja eleito. Durante entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (1º), o deputado estadual fez duras críticas à gestão do atual governador, Ratinho Junior (PSD), afirmando que a venda da estatal foi subfaturada e sofreu direcionamento para favorecer grupos econômicos específicos.
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Para investigar a transação, Requião Filho afirmou que pretende convocar o Ministério Público, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e outras entidades representativas para passar um "pente fino" nos documentos da venda. O candidato defendeu a revisão do processo e a retomada do controle da estatal como medidas essenciais para a economia do estado. Na avaliação do deputado, até o momento a desestatização resultou apenas no aumento das tarifas de energia para os consumidores e na queda da avaliação positiva dos serviços prestados pela companhia. Ele também aproveitou o espaço para questionar os recentes contratos de privatização firmados pelo governo estadual na área da educação.
"Retomar o controle da Copel é importante para a economia paranaense", assinala. A venda da Copel consolidou-se como um dos temas centrais da atual disputa eleitoral no Paraná e tem sido alvo de questionamentos judiciais envolvendo a transparência do negócio. Ao longo da campanha, Requião Filho tem endossado denúncias de que a negociação ocorreu em conluio com empresários e instituições financeiras, citando nominalmente grupos como o BTG, Nelson Tanure e Daniel Vorcaro, do Banco Master. O assunto já havia provocado embates diretos no primeiro debate televisivo deste ano. Na ocasião, o candidato do PSD e aliado do atual governador, Sandro Alex, rebateu as críticas da oposição, defendeu a legalidade do processo conduzido pela gestão e sustentou que o povo paranaense continua sendo o maior acionista da empresa de energia.