2022

Presidente do TSE teme ataques às instituições por causa das eleições

O TSE tem investido cifras milionárias para reforçar o esquema de segurança do prédio e dos ministros

Da Redação ·
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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin
fonte: Reprodução TSE
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, disse na última quarta-feira (6), em palestra nos Estados Unidos, que o Brasil pode passar por um episódio de ataques às instituições ainda mais grave do que o ocorrido na invasão ao Capitólio, a sede do Congresso norte-americano, localizado em Washington. “Nós poderemos ter um episódio ainda mais agravado do 6 de janeiro daqui, do Capitólio”, afirmou durante o evento organizado pelo instituto Wilson Center.

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Em seis de janeiro de 20221, apoiadores do ex-presidente republicano Donald Trump invadiram violentamente o prédio enquanto deputados e senadores faziam a contagem oficial dos votos recebidos pelo presidente eleito Joe Biden no colégio eleitoral. O atentado deixou cinco pessoas mortas. Na ocasião, parlamentares tiveram que ser retirados do prédio, ou se esconder em salas de auxiliares, para que não fossem agredidos pelos invasores.

O TSE tem investido cifras milionárias para reforçar o esquema de segurança do prédio e dos ministros. A Corte mantém um esquema de vigilância armada e monitoramento de ameaças em constante atualização. No evento em Washington, Fachin ainda apelou que os eleitores brasileiros se armem “unicamente do seu voto” e chegou a rebater as declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que, caso reeleito, expandirá o acesso a armas no País. O ministro chegou a dizer que “sociedade armada é sociedade oprimida”.

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