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Maioria dos candidatos a prefeito de Apucarana é favorável a colégios cívico-militares

Escrito por Da Redação
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O governador Ratinho Junior apresentou na última segunda-feira (26) o programa de colégios cívico-militares, que será implementado em todas as regiões do Estado a partir de 2021. Em Apucarana, três colégios foram contemplados e passaram por consulta pública para aprovação da comunidade escolar. A maior parte dos candidatos a prefeito nas eleições deste ano se coloca a favor do novo modelo educacional.

O prefeito de Apucarana e candidato à reeleição, Junior da Femac (PSD) se mostra favorável aos colégios cívico-militares em Apucarana. Ele revela que em janeiro de 2019, protocolou, juntamente com o ex-prefeito Beto Preto, um ofício na Casa Civil reivindicando a inclusão de Apucarana no programa. “Minha esposa, Carmen Lúcia Izquierdo Martins, estudou em colégio militar em Curitiba e, pela experiência dela, posso de dizer que os conceitos trabalhados, com ênfase para o civismo e a disciplina, são de fundamental importância para as crianças e os jovens”, avalia.

André Romagnoli (Republicanos) também concorda com a iniciativa. “Sou a favor, pois os colégios cívico-militares melhoram a qualidade do ensino pela metodologia. Os melhores índices de IDEB são de escolas cívico militares”, pontua. André pondera que a Educação do Estado poderia ter dado mais prazo para explicar aos pais sobre a importância da proposta. 

Para Carol Scarpelini (Podemos), a iniciativa é muito bem vista. “É uma opção para os pais, o que só colabora para um ensino de verdadeira qualidade”, diz. A candidata diz que conheceu em Curitiba o Colégio Militar. “Me chamou muito a atenção a disciplina e o desempenho escolar dos alunos”, explica.

Laércio Luz (PT) ressalta que a ideia foi apresentada ‘a toque de caixa’ e isso atrapalha opinar mais detalhadamente. “É um projeto dos governos Estadual e Federal, assim não altera em nada as nossas propostas para o ensino fundamental. No entanto, eu não sei qual é o formato proposto, como as escolas cívico-militares vão efetivamente funcionar, o que dificulta opinar”, pondera.

Malu Domingues (PSOL) diz que não é contra as escolas cívico-militares. No entanto, ela pondera que o gasto que se terá com o projeto, através da contratação de militares da reserva e adequação estrutural das escolas, poderia ser melhor aproveitado se fosse usado para dar melhores condições às escolas do sistema atual. “Somos a favor da escola pública de qualidade para todos, uma escola democrática, plural, inclusiva e diversa, onde professores e alunos tenham a liberdade para ensinar, aprender, dialogar e divergir sobre ideias, teorias e concepções diversas de cultura, filosofias, de conhecimento, de mundo”, disse.

Rodolfo Mota (PSL) afirma ser a favor e destacou que o projeto não está sendo imposto aos pais e alunos, mas sim sendo colocado para votação da comunidade escolar. “Além disso, professores, alunos e servidores terão a opção de estar em uma unidade do projeto, ou serem transferidos para outra escola. Isso é importante”, ressalta. O candidato cita ainda a disciplina presente dentro dos colégios. “É importante a gente resgatar o respeito aos mestres que estão nas salas de aula”, explica.

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