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    Perspectivas da Economia de Empresas em Quarentena

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    Publicado em 08/05/2020 Editado em 08/05/2020

    É um fato que grandes economias já estão traçando novas estratégias, em primeiro lugar para a contenção do coronavírus e, em segundo, por meio de uma abertura cautelosa de suas atividades econômicas e com seu novo modus operandi de competição no mercado mundial. A globalização e abertura econômica iniciada nos anos 90, passa a ganhar a partir da pandemia coronavírus novos contornos que vão colocar a economia mundial e o cenário político em novos patamares para os próximos anos e décadas. Novos rearranjos tendem a surgir com novas corridas competitivas, sendo iniciadas por diversas grandes economias e grandes empresas multinacionais associadas. E ainda não é possível ter bem claro, mas é a grande competição do mercado e da política que atravessam fronteiras e por mais que se pense que não, elas nunca estiveram tão interligadas. A tendência é de que a crise traga novos redesenhos para o mundo, envolvendo economia e política. Precisamos manter-nos positivos e torcer para que todos queiram viver em paz e apresentem reformas razoáveis e compatíveis com as esperanças das nações menos desenvolvidas.

    O fato é que estamos em transição, numa grande iniciativa de aprender a viver o agora, colocando um propósito no presente e preparando-se para um futuro de destinos melhores definidos. O momento exige que vivamos um dia de cada vez. Para quem não se cuidar agora, pode não haver amanhã. O aprendizado seja na vida ou nas empresas é que: seja qual for o problema tudo pode mudar de uma hora para outra; a fé ajuda a alimentar um sentido existencial; a outra percepção é a de que a felicidade não se dá de forma solitária e toda estrela tem seu maior brilho quando está em comunhão com as demais e, todos temos um tempo finito para resolver nossas pendências e, que a pandemia colocou todos em igualdade de posição, sem distinção. A incerteza e a dor do isolamento são uma grande mestra e todos sentem na falta do contato humano a importância do coletivo, por isso, precisa-se vibrar energias positivas repassando-as àqueles com quem se convive. Se a vibração positiva permanecer após a pandemia, teremos grandes ganhos na vida do dia a dia, na economia do meio ambiente e do planeta.

    Como a vida é para ser vivida, e para a frente, é que se caminha sem amarras a protocolos; precisa-se buscar cada vez mais a união entre tecnologia e natureza. Do lado do sistema financeiro isso está muito presente, com a maior atuação dos canais online. Do lado do trabalho é o Home Office que passa a ganhar cada vez mais força, já que o deslocamento impõe insegurança e custa caro. Essa aceleração dos prognósticos tecnológicos evolui em todas as áreas. O segmento bancário sai na frente, participando do processo de apoio e socorro às empresas, antecipando as inovações tecnológicas que só viriam processadas anos à frente. Essa metamorfose bancária passará a irrigar muitos outros setores econômicos, incluindo novas formas de operação de trabalho, de atuação das empresas no mercado e de cooperação de diversas empresas, até para atividades específicas a serem desenvolvidas. Isso impõe uma nova postura colaborativa às empresas diante dos desafios a serem vencidos. As empresas de economia criativa nunca estarão tão em evidência como nos próximos anos.

    O que a economia geral precisa fazer agora, além das regiões, estados e municípios é ter visão exata/aproximada do tamanho de sua retração, verificar o que ainda resta de produtivo e saudável, juntar os seus cacos e partir para a retomada econômica com novos planejamentos para reverter o processo de crise. Para isso, é necessário estabilidade econômica e política para que todo esforço não se perca dando-se a cada ciclo, um passo adiante e outro passo atrás. O momento é de verificar as capacidades regionais e trabalhar sobre elas. Vantagens comparativas são importantes, ao lado das economias externas, que precisam ser valorizadas em primeiro plano. A nova economia vai começar como uma estrada de terra que ganha pavimentação, aos poucos, impulsionada pelos aportes tecnológicos. O próximo passo é dar sustentação ao mercado consumidor, a partir da normalidade da oferta e da demanda, os próprios agentes passam a acreditar na retomada do processo, mas para isso é necessário estabilidade com aporte creditício de longo prazo.

    Aqui são os empreendedores que passam a mudar o rumo do país e de sua microrregião, mas para isso precisam, num primeiro momento, de condições de incentivos e induções dadas com clareza – sem desencontros de política econômica – como possibilidade de redução da incerteza futura, o que faz com que estes empreendedores se lancem no processo de retomada do crescimento com ativação de seus negócios. Ao lado disso, é preciso que a política macroeconômica e da economia regional esteja atuando, articulando-se com mecanismos de saída para a redução de desemprego, com ações de incentivos às cadeias produtivas para a minimização da crise, sem se esquecer de assegurar uma política de segurança social para os mais vulneráveis. Essa parte social também pode ser vista como ferramenta de crescimento econômico – porque tudo que o pobre recebe, gasta imediatamente – e, uma política de salário-mínimo crescente para dar sustentação ao mercado consumidor em contraposição à recuperação da oferta e demanda. Esse pode ser um conjunto de medidas que tende a dar sustentação à economia formal por meio do implemento de oferta e demanda e à economia informal através de um mercado consumidor que pouco a pouco vai se ajustando e se fortalecendo.

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    Paulo Cruz

    Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.

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