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    Integração Regional Entre Setores e Cidades Digitais

    Integração Regional Entre Setores e Cidades Digitais
    Foto por Sergio Cerrato - Italia
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 19.04.2024, 14:05:13 Editado em 19.04.2024, 14:05:12
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    O SUS é um bom exemplo de integração setorial porque reflete o que o Brasil precisa, é descentralizado, coordenado e é bom para o Brasil que é vasto. A desconcentração e a coordenação são fundamentais para desenvolver grandes regiões. O SUS pode ser copiado em muitas outras atividades - como no setor supermercadista - e foi o esteio do Brasil na pandemia de coronavírus. As políticas públicas podem copiar o complexo da Saúde. Tem-se que pensar grande. A pandemia trouxe o protagonismo para a saúde e deixou lições: a economia tem que dialogar com a saúde, porque saúde também é economia. É o complexo econômico da Saúde que emprega muita gente, é extensivo em trabalho, e é um excelente exemplo para olhar o país, ou região como um todo, como o desenvolvimento de ações direcionadas a setores empresariais diversos, aproveitando-se das novas tecnologias digitais.

    A produção de genéricos está no interior, produzindo para o mercado nacional e internacional. É emprego, economia e desenvolvimento regional, e serve como exemplo para muitos segmentos produtivos que estão atrasados e desintegrados. Temos a economia nacional regionalmente localizada e a integração produtiva do Brasil tem que chegar à era digital deste século 21 com o G5 e as Cidades Digitais e Inteligentes que regionalmente se destacam como: Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Londrina, Maringá, Apucarana e Arapongas. A integração produtiva exige novo aporte de planejamento, com tudo por fazer. Os empresários e entidades representativas de todos os segmentos são importantes e precisam entrar no diálogo para uma nova sociedade, dialogando com cientistas e pensadores, que se interessam por uma sociedade inclusiva, com comitês e subcomitês regionais. Quando a sociedade se reconhece, o carro do crescimento e do desenvolvimento anda para frente. Muitos desafios estão para serem enfrentados, é o “ir de um ponto ao outro” que precisa de um novo olhar de integração local/regional.

    Neste novo normal, acabam-se as restrições de locomoção, com potencial de forte desenvolvimento da economia criativa, importantes neste século XXI. O turismo emprega muita gente, e é outro exemplo de setor que pode amplamente colaborar com o novo processo de crescimento e desenvolvimento econômico. A economia empresarial criativa é o grande debate do século XXI. Algumas regiões apresentam grandes potencializadas pelos avanços digitais, trabalhadas em novas bases onde o ativo principal são as parcerias; basta tratar bem a natureza e o meio ambiente, que a preservação e a economia fazem um diálogo responsável. A biodiversidade deve ser explorada adequadamente de forma responsável e inteligente, com conhecimento e investimento, explorando-se as novas bases digitais, para novos aportes econômicos setoriais e regionais.

    Na integração com o mundo, tem-se que considerar a integração nacional, sem privilegiar regiões antigas já integradas. O subdesenvolvimento está aí para todos verem, e exige pensar de novo, com nova inserção no mundo. Tem gente que partiu na frente e tem outros que não partiram até hoje. O mundo está mudando bem na nossa frente, por meio dos novos aportes tecnológicos, exige-se outro processo. O conceito histórico e estrutural é válido, mas, não se deve jogar fora a criança com a água do banho. O novo deve conviver harmonicamente com o antigo. Temos, entretanto, que reler isso em novas perspectivas. As ligações do aparato de Ciência, Tecnologia e Inovação continuam sendo desafiadoras. Nessa área avançamos, mas para chegar à economia real tem-se que avançar do conhecimento à patente, e nisso tem-se que avançar, valorizando-se produtividade e a vida das pessoas. Mas a Ciência, Tecnologia e Inovação têm avançado e as Universidades têm oferecido importantes respostas na formação de gente preparada; temos que preservar as conquistas e valorizar essa área.

    Por enquanto, ainda estamos no campo da interação e menos no da integração. O passo seguinte é fortalecer as bases, com os novos aportes das Cidades Digitais e Inteligentes e integrar macro e micro regiões, com planejamentos integrados, interagindo as cadeias produtivas com as novas e atuais bases tecnológicas e os diversos setores, contemplando as aspirações regionais e o que elas têm de melhor. Precisamos colocar os pés no chão, sermos realistas e esperançosos para sobreviver. Não é hora de desistir. O povo, esperançoso por dias melhores, segue com fé acreditando.

    Por Paulo Cruz.

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    Paulo Cruz

    Paulo Cruz

    Paulo Cruz, doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor de Economia da Universidade Estadual do Paraná, campus de Apucarana, escreve sobre temas relacionados a área

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