Aprimorando e Ajustando as Metas de Desenvolvimento - TNOnline
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Escrito por Paulo Cruz
Publicado em 15.01.2020, 17:43:00 Editado em 15.01.2020, 17:45:01
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Desenvolvimento econômico não pode ser um voo cego, precisa ser constantemente planejado e calibrado. Nas economias subdesenvolvidas, o apoio público é imprescindível para aproximar os atores, que promovem o processo de crescimento e desenvolvimento econômico. Dentro desse caminho as remodelagens da política econômica vão sendo traçadas para o longo prazo e ajustadas ciclo a ciclo. É um esforço de promoção do desenvolvimento sustentável. As políticas podem envolver benefícios fiscais e ajustes de falhas de mercado, para se evitar a concentração e levar o crescimento aonde o mercado não tem interesse em ir.


Com planejamento, evita-se efeitos ambientais negativos como de poluição, congestionamentos de vias, a poluição do ar e da água, de acúmulo de resíduos sólidos e de perda de espaço verde. Um projeto de desenvolvimento sustentável oferece respostas a todas essas questões, por isso que dizemos que o desenvolvimento não é um voo cego e precisa estar sendo constantemente calibrado. A política de planejamento econômico é importante porque tem a missão de minimizar os efeitos negativos do desenvolvimento, a integração local/regional é de suma importância para um desenvolvimento calibrado e sustentável.

Há atores que se sobressaem na atuação das parcerias público-privadas, tem-se o grande, médio e pequeno concorrente, são agentes que permeiam o mercado de todas as formas com qualificações e aptidões diversas, ocupando a alta, média e baixa tecnologia. Os problemas tendem a aparecer nos bairros avançados, medianos, deprimidos e nos centros das pequenas, médias e grandes cidades. O papel do planejamento econômico é envolver o conjunto de todas essas vertentes e, desenvolver políticas que envolvam a todos; buscando minimizar os efeitos nocivos do desenvolvimento e levar o processo de crescimento e desenvolvimento a todas as fronteiras locais regionais.

A grande aspiração para a administração pública local/regional é atrair grandes competidores de expressão regional, nacional e internacional com condições de trazerem novas tecnologias, de ampliar o volume de emprego e de puxar a remuneração para cima, funcionando como efeitos multiplicadores importantes que vão disseminar-se pelos rincões de determinada micro ou macrorregião. O objetivo de mudar a configuração local regional não acontece de um dia para o outro, é preciso trabalhar a unidade dos atores, encontrar consenso na política de planejamento e ações estruturadas que levem a conquista de expressivos objetivos locais regionais. Por isso que ajustes precisam ser promovidos ciclo a ciclo, canalizando sinergias na busca dos objetivos propostos. Deixar de acompanhar, avaliar e replanejar passo a passo as ações de política local regional, pode comprometer a consecução dos objetivos finais, ou pode retardar as conquistas de determinadas esferas locais regionais.

A atração de grandes concorrentes aproveitando-se das vantagens comparativas locais são logo reconhecidas e apoiadas pelo público local. É um sinal de que as vantagens comparativas locais e regionais estão sendo valorizadas, ao lado de incentivos capazes de promover a elevação da atividade econômica local/regional. Um reconhecimento também às questões estruturais que permeiam a distribuição do desenvolvimento nessas regiões. Infraestruturas corrigidas que tenderiam a ser um fator crítico, frequentemente são reconhecidas como necessárias e suficientes, para avançar no processo de crescimento e desenvolvimento local regional. Outro importante fator complementar é a capacidade técnica local instalada, com a presença de universidades que alimentam as capacitações e habilidades necessárias exigidas, em condições de desenvolverem parcerias visualizando-se novas oportunidades locais/regionais que o mercado interno e externo pode necessitar.

Uma esfera local/regional que consegue aliar expansão das atividades econômicas com a expansão em salários, em consumo, e tem o poder de oferecer (para quem chega) uma efervescência de atividades de um comércio forte - com diversificação produtiva e elevada taxa de consumo - permite às empresas instaladas planejarem-se para o longo prazo, traçarem metas de crescimento factíveis com o momento presente, sem sustos ou reveses de surpresas de política econômica. Isso ocorre quando seus aspectos de planejamento local/regional são bem calibrados para a construção de objetivos claros e factíveis. A política econômica em todos os seus níveis precisa sinalizar aos agentes os passos a serem dados para o longo prazo. Este é um importante instrumento de redução de incertezas, a fim de se demonstrar aos agentes que existem afinidades e fortes possibilidades de realização dos objetivos buscados.

A calibragem das políticas de desenvolvimento econômico em todos os seus níveis é imprescindível para alinhar as conquistas aos novos objetivos buscados, para a integração e cooperação dos agentes locais regionais, a fim de se trabalhar diuturnamente na transformação das realidades. São os aspectos de coordenação, cooperação e integração local/regional que permitirão que os ciclos de crescimento e desenvolvimento econômico tenham prosperidade contínua.

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