Mais lidas

    Blogs e Colunas

    Mundo Empresarial

    Mundo Empresarial

    ​ Desenvolvimento Econômico e Inter-relações Públicas e Privadas

    ​  Desenvolvimento Econômico e Inter-relações Públicas e Privadas
    Foto por
    Escrito por Paulo Cruz
    Publicado em 30.01.2019, 18:44:00 Editado em 30.01.2019, 18:46:51
    Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

    O desenvolvimento econômico se processa com maior velocidade quando parcerias entre o setor privado e o setor público passam a se intensificar. Alguns pressupostos básicos facilitam o crescimento econômico, tanto do lado do mercado, quanto do lado do setor público que envolvem: a estabilidade macroeconômica, a equidade e a eficiência.

    A estabilidade macroeconômica por trazer segurança nos contratos e seguranças nos negócios, permite aos agentes econômicos uma previsibilidade de longo prazo para articulação dos supracitados negócios. Ocorre também em relação à equidade porque o setor público precisa atender a todos os setores de igual forma, com transparência, em relação à segurança jurídica, ainda que, em relação aos recursos, possa direcioná-los a segmentos de maior carência, quando do caso de intempéries. Uma forte relação com a eficiência de mercado tende a ser necessária também no setor público, uma vez que sempre é possível fazer mais e melhor e essa eficiência precisa alcançar uma média regularidade na atuação do setor público. Como nem o setor público e nem o mercado resolvem tudo sozinho, a eficiência marca as duas formas de atuação do desenvolvimento econômico, tanto em relação ao mercado quanto em relação ao setor público e suas inter-relações.

    Sendo assim, o setor público precisa atender com eficiência as falhas de mercado, principalmente em setores onde o mercado, não dá conta de oferecer uma resposta satisfatória. Outra importante questão é trabalhar os fundamentos da distribuição de renda, pois ela fortalece e dá sustentação ao mercado. Entende-se que é fundamental crescer, ampliar o volume do Produto Interno Bruto, mas que esse volume cresça de forma ordenada, por todos os setores e envolva uma justa distribuição de renda. Mercado e setor público precisam conversar e estabelecer um equilíbrio no andamento da macroeconomia, a fim de que produção, consumo, remuneração, tributação e distribuição de renda possam caminhar, sem que uma área penalize a outra. Mais uma vez aparece a importância de uma reforma tributária, esperada pelo empresariado.

    Os governos locais são colaboradores do processo e as necessidades e dificuldades presentes precisam estar em sintonia com a classe empresarial, para que gargalos de infraestrutura, consumo, produção e distribuição possam ser trabalhadas da forma mais eficiente possível. Aqui o processo tributário - com enxugamento da burocracia tributária - é o melhor realinhamento do processo de arrecadação. É importante por mexer com todos os atores: nacionais, regionais e locais.

    Nesta visão, não é só o setor público, o agente principal de mudanças de inovações na busca do progresso econômico e, assim, todos os agentes envolvidos, inclusive o mercado, podem dar importante parcela de contribuição, emprestando sua metodologia de eficiência ao setor público, agindo em parcerias, envolvendo os governos locais e regionais. Aqui, a responsabilidade por qualidade de vida, gerenciamento adequado dos recursos, sustentação do desenvolvimento ciclo a ciclo, não indicam somente a responsabilidade de um, ou de outro, mas de toda uma população como agente principal, tomando como base de articulação o setor privado e o setor público, quando, atuando em cooperação - em todas as suas instâncias - aprendem novas formas de atuação e de inter-relação em cada ciclo de crescimento econômico.

    Há falhas de mercado e falhas de governo, mas por outro lado, temos a inter-relação de parcerias e a população como principal agente que acompanha passo a passo todo processo de cooperação e exploração das capacidades locais, para a potencialização do desenvolvimento econômico. O planejamento - e a implementação de políticas - não se dá de forma separada, mas sempre por meio da interação do setor público/privado, tendo os objetivos da população contidos no planejamento local regional, como principal foco a ser alcançado no processo de desenvolvimento econômico.

    Esse é o caminho para que o setor público/privado possa responder aos anseios e preferências do cidadão. Todos os agentes devem atuar em cooperação para minimizar os custos de transação, o que implica na redução do custo Brasil, envolvendo o local e o regional, por meio da busca de estabilidade macroeconômica, equidade e eficiência, mas sempre considerando os interesses da população, equacionados com os dos agentes públicos/privados locais e regionais como foco para o crescimento e desenvolvimento econômico.

    Gostou desta matéria? Compartilhe!

    Deixe seu comentário sobre: "​ Desenvolvimento Econômico e Inter-relações Públicas e Privadas"

    O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.
    Paulo Cruz

    Paulo Cruz

    Paulo Cruz, doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor de Economia da Universidade Estadual do Paraná, campus de Apucarana, escreve sobre temas relacionados a área

    Enviar mensagem para Paulo Cruz