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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Inovação e Crescimento das Empresas Startups

A corrida pela inovação, refletida na primeira, segunda e terceira revolução industrial, construiu as condições para avançados polos tecnológicos e aglomerações empresariais consolidadas de alta tecnologia, passando pela Guerra Fria e chegando aos Vales dos Palmares, que viraram o Vale do Silício. As ondas se propagaram partindo de semicondutores. Atualmente, com forte diversificação empresarial o Vale do Silício vai de São José a São Francisco (EUA). O futuro não se sabe, a tecnologia vai dizer, ela tenta se ajustar às diversas colorações em que o mundo vive: pequenos investimentos universitários, China com poderosos investimentos tecnológicos, mentalidades novas, migrações, novos modelos de negócios, cultura corporativa e cooperativa em transformação, risco, fusões e aquisições, são múltiplas configurações que surgem na construção de riquezas.

Com isso, chegamos à quarta revolução industrial, da Inteligência Artificial e precisamos aprender com os vales, aparelhando tecnologicamente as condições locais, engajando setores, a política regional, as macrorregiões setoriais, integrando as diferenças culturais, valorizando raízes, alcançando o público geral, incentivando investimentos privados e público/privados e sociais, com a geração de novos empregos tecnológicos. Como suporte, precisa-se investir fortemente em educação, aumentar a troca de experiências para a consolidação de uma cultura empresarial cooperativa, colaborativa; deixar o passado no passado e pensar adiante.

Faz-se necessário transformar a inovação em valores e aumentar a agilidade nos negócios, entender o que o usuário quer e continuamente desenvolver a cultura digital; buscar o apoio de investidores (anjos) e de entidades voltadas para a formação de mão-de-obra especializada como: Universidades, Sebrae, Senai, e das entidades de apoio e coordenação aos setores locais, regionais e nacionais; manter e alimentar um programa de desenvolvimento de Startups. O empreendedorismo digital já é uma realidade, as empresas desse setor vêm crescendo de 15 a 20% ao ano nos últimos três anos. Embora haja muitos projetos a serem selecionados na área da criação de novos produtos e serviços tecnológicos, a seleção - feita pelas entidades de apoio e coordenação - é bastante rigorosa, isso quer dizer que existe uma efervescência de ideias dispostas a tornarem-se novas empresas digitais.

Os investidores anjos são quem concede uma média de contribuição de R$ 25.000,00 por empresa Startup; o investidor protege e abraça a empresa, o lado bom é que o negócio que dá certo amortece o prejuízo daquele que der errado. Em geral, gasta-se mais tempo na orientação e na coordenação das atividades do novo negócio do que em dinheiro. Os coordenadores e orientadores das Startups juntos com os novos empresários, formam um time e identificam problemas. Normalmente, esses empreendedores anjos, já possuem uma certa capacidade de execução das operações agindo com competência já adquirida, ou experiência e competências complementares, acessando uma rede de contatos onde a experiência já acumulada pode ser fundamental para que, com o apoio do investidor anjo, possam seguir com o negócio competindo no mercado. É a ideia de que a cooperação vence as dificuldades iniciais e coloca a nova Startup como uma empresa em pé e em condições de competição no mercado.

A rede de conhecimento e de pessoas é importante como num Arranjo Produtivo Local, Polo Tecnológico ou uma Aglomeração Empresarial Consolidada, ou numa Incubadora de Empresas onde a nova empresa Startup está inserida e recebe as necessárias orientações para seu crescimento. Atualmente, a ASSESPRO/PR vem trabalhando na criação de fundos de investimentos para ajudar no auxílio de geração de novas empresas Startups no estado paranaense. É um trabalho de colaboração, cooperação e coordenação, aqui o cooperativismo é preponderante para uma jornada de sucesso.

Tem-se que acelerar e multiplicar os grãos de areia, é necessário olhar as oportunidades e não desistir, esse é o papel do empreendedor para uma história de sucesso. Olhar as experiências é muito importante, mas precisa-se descobrir um caminho próprio com identidade, gerando um ecossistema de negócios inovadores que se faz no dia a dia, incentivando e incorporando o mercado de empresas inovadoras startups, para produzir crescimento econômico e desenvolvimento para o presente e o longo prazo.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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