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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Transformações Tecnológicas Para a Competitividade do Agronegócio

Nenhum empreendedor tem um formato definitivo de negócios já acabado. Para acelerar verificamos os conceitos e o mercado, testamos o retorno, recalculamos a nova jornada e seguimos em frente, sempre com novas melhorias aplicadas nos processos produtivos, produtos, ou serviços e nas ações de gestão. A transformação digital caminha junto e é importante porque exige mudança no pensar, na forma de organizar o sistema empresarial, a pesquisa e o desenvolvimento de novos materiais, embalagens e protótipos criados. Tudo tem de ser de forma inteligente e assertiva ao lado do acompanhamento da demanda, que pode mudar suas preferências e, tudo isso exige aferições a cada ciclo de negócios.


A tecnologia já apresenta produtos criados por meio da inteligência artificial, com a possibilidade de inserção e checagem de procedimentos e produtos na hora; a alquimia e a tecnologia florescem na criação de novos produtos. O reconhecimento facial é importante para identificar e verificar as possibilidades de demanda do cliente. A criação pode ser intensa e pode ser demorada, porque exige passos ainda não conhecidos, mas podem surgir rapidamente com ajustes diante das novas possibilidades tecnológicas que estão a todo o momento a surgir.

Somos criativos e precisamos acreditar em nossas intuições e possibilidades. O apoio de instituições parceiras na visão ganha–ganha é muito importante, pois só assim a indústria nacional pode renascer, as tecnologias adotadas vindas de fora precisam florescer, para isso, precisamos melhorar o nível de escolaridade de todos cada dia mais. Ao lado disso, a dispensa de lixo eletrônico, ou não, precisa ser repensada, incorporando cada vez mais aspectos de sustentabilidade ambiental; é o produzir, consumir, descartar, conservar e desenvolver com proteção ambiental. A empresa que não olhar para isso pode vir a ser rejeitada.

Empresas e marcas não podem ficar alheias a estas questões e precisam caminhar à frente, porque não existe inovação sem conservação da diversidade das capacidades produtivas. O outro passo é a inclusão, a sociedade precisa descobrir caminhos saudáveis de vida, com respeito a originalidade de toda cultura, inclusive das formas de produção e consumo. A nova realidade que se desenha, exige passos corajosos e iluminados para o bem de todos.

Toma-se o exemplo do agronegócio, da agricultura industrial, onde essas transformações estão a passos largos, é a necessidade de construir produtividade com sustentabilidade, a necessidade de aumentar a produtividade de forma sustentável olhando para as novas gerações. No passado, o trator era a parte mecânica, hoje é tecnologia embarcada conectada na nuvem como os celulares. Os desafios envolvem conectividade e infraestrutura tecnológica; a legislação e a cultura também entram na jogada, a digitalização envolve desafios, exige protocolização, padronização, regulação para a conectividade e troca de informações seguras fornecidas pelo operador da máquina. As empresas do setor tecnológico precisam se unir às instituições de apoio e coordenação para que, com antecedência, preparem o terreno para a aplicação das novas tecnologias, para que máquinas e equipamentos funcionem satisfatoriamente.

As máquinas e equipamentos fornecem dados gerenciais de consumo, aquecimento, litros gastos por hora de trabalho, ou um desequilíbrio que gere impossibilidade de execução da tarefa, quando ocorre um desnível. Os dados mostram, é como um acompanhamento visual de qualidade que agora é assumido pela própria máquina e equipamento em operação, por meio da conectividade. A inovação tem que ocorrer em todos os campos e segmentos produtivos; os concorrentes se juntam - em rede - para buscar soluções comuns por meio da cooperação. É preciso criar a conectividade satisfatoriamente para que o campo e a indústria opere com precisão por meio da inovação, o que lhe permitirá ampliar seu volume de produção.

O tempo pode ser um aliado, mas desafia quem quer produzir, gerenciar múltiplas tarefas e atividades, e é a busca para o novo caminho de forma simples, inteligente e intuitivamente. Para a geração de eficiência, precisão e controle é fundamental a verificação de desperdícios, com acertos de ajustes da máquina no momento ideal. A popularidade da conectividade via 4G é necessária para assertividade nas tomadas de decisões, tudo pela produtividade e melhoria de gestão, para a melhoria da competitividade agrícola/empresarial, mas que também está presente em grandes setores produtivos industriais urbanos.

Tocar a máquina sozinho já é possível, há alguns protótipos em operação, cada vez com mais inclusão da Inteligência Artificial. As tecnologias inteligentes são cada vez mais aliadas da produtividade, é a concorrência não só via preços, mas fortemente amparada na inovação. Os combustíveis alternativos, com performance semelhante ao do diesel vêm surgindo e são motores que conseguem entregar a mesma tarefa - ou até mais - com menor consumo de diesel. Os motores elétricos também tendem a fazer a diferença na agricultura, os ciclos vão melhorando sua performance cada vez mais. Há tendências de que as máquinas agrícolas vão crescer de tamanho, um operador vai fazer cada vez mais, mas ao lado das grandes máquinas tendem a surgir várias outras máquinas e equipamentos de pequeno porte, autônomas e adaptáveis, consumindo menos, aliando sustentabilidade e produtividade.

Máquinas menores evitam a compactação de solo e, quando uma máquina pequena para por necessidade de manutenção, o prejuízo não compromete. Em países de primeiro mundo essa já é uma realidade (Austrália, Japão e Estados Unidos) onde as máquinas imitam robôs com sistemas de precisão, além de que a sociedade não aceita mais abusos com agrotóxicos. A inovação, porém, tem que caminhar com as pessoas, são elas que chancelam a inovação, a colaboração é sempre importante, a diversidade de ideias traz coisas maravilhosas na construção de alternativas. A inovação é um processo e vem por decisão e convicção, mas exige investimentos pesados em educação, que podem fazer a diferença na busca de soluções de desenvolvimento de uma região e de todo um país.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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