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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Cadeias Produtivas

É um conjunto de etapas consecutivas pelas quais passam e vão sendo transformados e transferidos os diversos insumos utilizados na confecção de um produto. Pode ser a articulação presente entre diferentes setores e segmentos econômicos. Ainda pode ser um conjunto de atividades que percorre diversas etapas de processamento e montagem que transformam as matérias-primas em produtos finais.

As cadeias produtivas resultam da crescente divisão do trabalho e de uma maior interdependência dos agentes econômicos. Cada um faz aquilo que sabe fazer de melhor. As cadeias surgem em decorrência de um duplo processo. Primeiro, pelo processo de desintegração vertical e especialização técnica e social e, segundo, pelas pressões competitivas, por maior integração e coordenação das atividades, ao longo das cadeias, que reforçam as articulações entre as empresas.

Em cadeias produtivas, a análise prospectiva é uma téc­nica de planejamento utiliza­da para melhorar a base de informação dis­ponível aos gestores, melhorando a toma­da de decisão gerencial; a análise prospectiva da cadeia produ­tiva objetiva a identificação de fatores críticos limitantes ao desempenho atual, passado e futuro da cadeia, e de oportunidades à melhoria desse desempenho. A prospecção tecnológica em cadeias produtivas compreende duas importantes eta­pas: a análise diagnóstica e a análise prog­nóstica.

A análise diagnóstica, é uma técnica frequentemente utilizada e que consiste na elaboração de um modelo do tipo fluxogra­ma para a cadeia produtiva e das relações e fluxos entre seus diversos segmentos. O fluxograma vai servir como um mapa das interações entre os elos e segmentos. Este modelo é uma representação aproximada da realidade que - frequentemente ajustado ao longo do pro­cesso de análise - deve identificar as operações que compõem o processo produtivo dentro de determinado segmento, ou empresa. Um processo produti­vo é o conjunto de operações encadeadas e inter-relacionadas, exe­cutados em uma determinada estrutura produtiva, para transformar os insumos em produtos finais. Os processos produtivos auxiliam na identificação de pontos em que poderão estar ocorrendo perdas significativas.

A análise diagnóstica, deve observar o complexo conflito de interesses competitivos existentes na cadeia, geralmente, determi­nado pelos conflituosos objetivos de seus componentes. O maior dos objetivos da ca­deia produtiva é suprir o consumidor fi­nal por meio de seus produtos e sub-produtos. Esses objetivos estão estreitamente colados à eficiência do sistema, à qua­lidade de seus processos e produtos e à sua competitividade e, comparado-se com outros sistemas, à equidade na distribuição dos benefícios, e à sustentabilidade do meio ambiente. Es­colher um ou mais desses objetivos de desempenho é fundamental, para se definir critérios de análise diagnóstica.

A análise deve concentrar-se nos aspectos mais relevantes do desempenho da cadeia. A determinação de objetivos segue as indicações dos dados coletados e das informações colhidas junto às organizações, associações e entidades representativas dos di­versos elos da cadeia, visando identificar suas necessidades e aspi­rações de desempenho. Em geral, necessidades voltadas para preços indicam busca de eficiência, e a preocupação com as características técnicas de produtos e processos indicam a busca por qualidade e seu aperfeiçoamento. Ao longo da cadeia, fornecedores de insumos po­dem buscar vender a pre­ços mais altos, enquanto instituições representantes de segmentos compradores trabalham para que esses produtos - insumos - sejam oferta­dos ao menor preço. É neste ponto que aparecem os conflitos dentro da cadeia que exigem coordenação.

A análise prog­nóstica, diz respeito as sugestões de melhorias para o bom funcionamento da cadeia e aqui entra em campo o papel da coordenação da cadeia que tem a missão de promover a gestão dos empresários dessa cadeia, envolvendo competição e cooperação entre seus elos e componentes. Largamente, isso se dá por meio de contratos for­mais e informais através de intervenções, via definições políticas e normas definidoras de rotinas. Os elos e componentes podem ter atitudes cooperativas ou conflituosas. Seguindo um modelo ganha–ganha, os elos deveriam ser cooperativos, assegurando a vigência do negócio à cadeia, ficando a competição entre componentes de um mesmo elo.

O objetivo final da cadeia produtiva é suprir o consumidor final de produtos, em qualidade, quantidade e a preços competitivos. É forte a influência do consumi­dor final sobre os componentes da cadeia. Aos componentes é importante conhecer as deman­das do mercado consumidor, a fim de garan­tir a sustentabilidade de sua cadeia produtiva, onde circulam flu­xos de capitais, iniciando-se nos consumido­res finais, percorrendo uma trajetória em direção ao elo final da cadeia. Logo, o conceito de cadeias produtivas remete a uma abstração, importante, para se analisar e identificar o compor­tamento dos fluxos de capitais e materiais presentes. Os fluxos e refluxos na cadeia produtiva são regulados por meio das relações formais e informais presentes nas interações dos diferentes atores e organizações abrigados pela cadeia.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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