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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Qualidade e Competitividade nas Empresas

As empresas precisam aperfeiçoar a sua qualidade cada vez mais para ampliarem seu círculo competitivo. A empresa além de padronizar suas atividades e facilitar a atuação de seu elenco de colaboradores deve buscar aperfeiçoar cada vez mais essa padronização. Torna-se mais simples do que se a cada dia conforme o sol, a chuva e as intempéries do tempo viesse, tivesse que tomar diferentes atitudes com diferentes ações a cada momento. Com as ações padronizadas, os produtos e serviços vendidos tenderão a sair cada vez melhor das empresas. Gargalos passarão a ser investigados de forma mais acertada, e ações, buscadas com maior eficiência. Tudo isso torna a empresa melhor, conforme o tempo vai passando, à medida que ela mais e mais treina dentro dos padrões, e vai ganhando a confiança do consumidor para seus bens e serviços, sinalizando que a empresa à qual ele é cliente fiel trabalha dentro de determinados padrões de confiança.


A qualidade suficiente é aquela que satisfaz ao consumidor em suas necessidades dentro de especificados padrões de durabilidade e segurança necessários. O selo de qualidade que as empresas apresentam ao mercado quer dizer que a empresa segue os padrões e processos de qualidade exigidos, representando para o mercado consumidor o nível de confiança superior às demais que não possuem o referido aporte de qualidade para determinado tipo de produto ou serviço. A gestão dessa qualidade é realizada por meio de um sistema, e esse sistema confere a empresa a necessidade de que ela tome certos cuidados na realização de seus produtos ou serviços.

Para a empresa, a vantagem é de mão dupla porque além dela satisfazer seus clientes com produtos e serviços de qualidade superior, passa a aprender mais sobre o processo de construção de seus produtos e serviços diante da exigência da qualidade. Ela pode avançar na especialização, e aprendizado de seus colaboradores, podendo melhorar cada vez mais a sua rotina de processo, e aperfeiçoar cada dia mais o seu código de conduta, alinhado com o processo de produção da qualidade. Nesse ponto, a rotatividade de funcionários no interior da empresa pode não ser saudável para a qualidade, pois o funcionário que deixa a empresa e leva com ele uma grande expertise e aprendizado, passa a fazer falta para ela, e o funcionário novo que entra em seu lugar pode não dar conta de produzir com a mesma eficiência e qualidade e, assim, a empresa pode, então, sofrer com os desníveis de qualidade de seus produtos e serviços, tendo um aumento de rejeição, ou de retrabalho. Qualquer empresa deve fazer de tudo para evitar o retrabalho, porque este custa caro e atrasa o avanço dos processos.

Os procedimentos precisam ser compartilhados, padronizados e formalizados. Não é fácil, entretanto, a formalização de determinados procedimentos produzidos por todos os funcionários. Normalmente, um ou outro funcionário se especializa nesta e naquela área, neste ou naquele setor até por suas capacidades inatas, referentes a determinados tipos de ações a serem desenvolvidas. Nesse sentido é preciso ter humildade e ouvir os funcionários e, ver com cuidado quem rende mais e onde, em qual setor ou segmento de produção da empresa. De tempos em tempos o órgão fiscalizador virá verificar se os procedimentos estão sendo seguidos, a fim de manter e melhorar a qualidade de produção de bens e serviços da empresa.

A empresa deve seguir os padrões especificados no protocolo padronizado e formalizado, mas deve também buscar a melhoria contínua. É neste ponto que o aprendizado dos funcionários e colaboradores faz a diferença e, assim a empresa não fica nem se sentirá engessada por meio de padrões antigos e rígidos a serem seguidos, ela pode ir melhorando o sistema por meio da busca de melhoria contínua, conforme os novos aportes de inovação e tecnologia vão surgindo. Aqui, o foco inovador está muito presente nas empresas. É um olho nos processos seguidos e o outro na inovação e melhoria contínua, colada à aceitação e verificação dos produtos e serviços no mercado; é o pós-venda que aparece como um forte fator de acompanhamento das empresas, por parte da preferência de seus consumidores como um sinal de chancela aos padrões e ações de melhorias implementadas pelas empresas.

Aqui está a possibilidade de sempre estar criando novas versões, para diferentes segmentos de produtos e serviços, e melhorá-los continuamente. Isso vemos a todo momento na indústria automobilística, na indústria química, na indústria de software e de tecnologia da informação, da indústria 4.0 de inteligência artificial e, nos muitos setores de tecnologia madura, que estão ao nosso lado no dia a dia, como: calçados, móveis, bonés e confecções em geral. O aperfeiçoamento contínuo e a manutenção de uma atmosfera inovativa no interior das empresas é preponderante para os avanços de melhorias de produtos e serviços, que fazem parte do processo de busca da ampliação da competição da empresa no mercado. A empresa não deve ficar estagnada - o mundo é dinâmico e espera dela a mesma atuação - no mínimo ela deve buscar imitar seus líderes setoriais, para que possa um dia se aproximar da fronteira tecnológica de seu setor, ampliando cada dia mais suas condições competitivas que as mantêm de forma duradoura e consolidada no mercado.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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