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Paulo Cruz
Paulo Cruz

A Inovação e Aprendizagem no Ambiente Empresarial

A inovação e aprendizagem são áreas que se interligam em larga medida e necessitam de uma visão de futuro do empresário que esteja disposto a estar procurando coisas novas. Um dos sinais para a inovação é a própria necessidade de se substituir um produto no mercado, obedecendo ao ciclo normal de sua vida. Frequentemente, a inovação aumenta nesta mesma proporção, num jogo em que ao mesmo tempo que se reduz a preferência pelo produto, intensifica-se o processo de inovação que se pode dar via diferenciação.

Esta inovação pode-se manifestar pela introdução de um novo produto no mercado, novo método de produção, aventurar-se na abertura de novos mercados, lançar mão de novas matérias-primas ou produtos semielaborados para consumidores de maior ou menor renda. Estas inovações proporcionam um pooll capaz de responder de forma rápida e flexível aos estímulos da demanda. Em épocas de crise, a empresa precisa saber oferecer produtos que os consumidores conseguem pagar.

Na maioria das vezes a inovação, se dá de forma simples, podendo ser incremental e pode ser separada em três partes distintas: a invenção, correspondente às ideias, criação, testes e protótipos; a inovação que se transforma em novos produtos, com a correspondente adaptação dos processos produtivos para a sua confecção; e, a difusão, que é a parte da relação da empresa com seus parceiros e o mercado consumidor de forma geral.

Na invenção acontece o esboço para o novo ou melhor produto, processo e dispositivo; a inovação ocorre quando na primeira transação comercial se envolve um produto novo, processo sistema ou dispositivo, e, na difusão se dá a propagação das inovações pelas firmas e países alcançando nova massa consumidora. A ciência é imprescindível nesta caminhada, porque ajuda a entender os novos processos, por meio da capacitação dos recursos humanos e de treinamentos técnicos e laboratoriais cada vez mais apurados, visando a promover a inovação, mas é o mercado que dá a chancela final na aceitação dos produtos.

Assim, a inovação pode percorrer uma longa trajetória natural, a começar por micro-mudanças, inovações menores, tentativas e erro, correção de falhas, solução de gargalos e ganhos de experiência e prática, começando por sanar os problemas críticos que estão evidentes. O caminho do progresso técnico é fruto de estudos contínuos, passo a passo, etapas por etapas, para a busca de soluções dos problemas cotidianos. A inovação tem a capacidade de dinamizar uma economia com quadro econômico estagnado – orientado para o mercado interno ou externo – mas, para isso precisa manter firmes investimentos em educação para o contínuo avanço de seus quadros técnicos, caso contrário ela não se sustenta competitivamente.

Para que a inovação ocorra, necessita-se de um ambiente de expectativas favorável apoiada no aparato sócio institucional (spyllover), ou seja, longas ondas de crescimento, ininterruptas, visando impulsionar o desenvolvimento tecnológico, da decisão de investir do empresariado, dos fatores do ambiente econômico, da estrutura de mercado, dos padrões competitivos e na rotina que guia o aprendizado das empresas e se aperfeiçoam com a experiência, amparadas no conhecimento técnico de cada colaborador de equipe. A tecnologia tem uma parte desincorporada, não materializada, promovida e ancorada na experiência e habilidade de fazer as coisas, por isso à formação de experiência e a capacitação técnica das equipes são importantíssimas.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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