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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Empresas, Empresários e a Cooperação

Frequentemente as empresas estão envoltas em grandes dificuldades para manter o seu processo competitivo. A grande conquista atualmente é permanecer no mercado para que, no momento em que as oportunidades surgirem, a empresa possa estar presente e ocupar o espaço desejado. 

Para que a empresa possa, satisfatoriamente, ocupar seu espaço, entretanto, precisa manter-se preparada, ampliando sempre o seu rol de capacidades, envolvendo melhoria de seus recursos humanos e de qualificação técnica de suas máquinas e equipamentos, aperfeiçoando seus relacionamentos com as demais empresas do setor - e de setores afins - de tal forma que a empresa e o empresário figurem como um repositório de conhecimentos. Assim, como um trabalhador com larga experiência em sua função, a empresa e o empresário estão a todo momento aprendendo, para colocar em prática as boas ideias que surgirem num momento de expectativa positiva da economia.

O Empresário é um observador constante de novas oportunidades. Ele pode estar em um local de distração e entretenimento, mas mesmo ali, fora do ambiente da empresa, está pensando como garimpar novas oportunidades de negócio. Essa é a constante vida e luta do empresário: acreditar na sua intuição e capacidade de realizar as coisas; acreditar nas oportunidades e em seus colaboradores e parceiros. Uma empresa não está ligada às demais somente pelos preços, mas por uma forte inter-relação de compra, de entrega de bens e serviços. Esse relacionamento se dá, igualmente com seus consumidores, seja no varejo ou no atacado, ocorrendo, ainda, dentro do local onde está instalada, ou em âmbito regional, nacional e internacional.

O olhar do empresário precisa ter um alcance abrangente. Deve visualizar um grande objetivo para poder alcançar uma grande conquista. As expectativas vão se consolidando e a intuição do empresário vai ganhando forma à medida que o tempo passa, transformando o apenas sonhado em realizações concretas. O empresário, contudo, não deve - e nem pode - dispensar ou desconhecer as parcerias que o auxiliam na conquista e consolidação das metas ambicionadas.

O passo seguinte é saber dividir - com seus parceiros - o mérito de suas conquistas, em cada um dos espaços onde está instalada ou atua, buscando, sempre que possível e necessário, novas parcerias, estando aberto e à disposição de novas cooperações. O empresário não pode desconsiderar que para continuar crescendo, sua empresa, agora constituída, fortalecida e consolidada no mercado, para manter-se no topo, deve estender a mão para as já existentes, ou novas parcerias, ajudando-as a, também, consolidar-se no mercado.

Existem muitos exemplos de empresas, que após sua maturidade, lançam-se em novas redes de relacionamento, com empresas do mesmo setor, ou de setores afins, de tal forma que o empresariado, atuando em cooperação, tem maiores chances de fortalecer o processo competitivo das empresas, seja em grupo ou em nível individual. Assim, a cooperação lhes proporciona melhorias competitivas que, atuando de forma isolada, não lhes seriam possíveis.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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