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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Mudança Econômica Para o Desenvolvimento

Os sistemas econômicos locais e regionais precisam de empresas com desenvolvimento da capacidade exportadora e de promover a substituição de importações. Esse é um esforço que se faz cotidianamente para aproveitar o mercado exportador para implementar o nível de emprego dentro das economias locais e regionais. A expansão do mercado interno é sempre muito importante porque traz melhorias no volume de emprego e consumo, traz novos investimentos, maior volume de arrecadação e, benefícios dinamizadores no processo econômico interno local/regional. A capacidade de a empresa atuar em mercados externos, porém, denota que ela está ampliando suas competências em níveis internacionais, convalidados por treinamento constante de seus funcionários, melhorias no processo inovativo, por meio de produtos e do processo produtivo; e, que possui uma onda crescente de dinamização do processo inovativo, em relação às suas rotinas continuamente melhoradas.


A intensificação e ação da capacidade produtiva interna das empresas denota que elas vêm ampliando seu volume de competição e aumentando seu volume de competência tecnológica nos mercados interno e externo. Esta é uma forma de acompanhar crescentes modificações no mercado, uma vez que empresas que têm competências para ampliar seu volume de produção com ampliação da qualidade são gigantes no mercado, abrindo caminho para que outras façam o mesmo. Além disso, têm forte consequência de seus efeitos multiplicadores, funcionando como uma alavanca aos mercados locais e regionais, quebrando fronteiras e avançando no processo competitivo nacional e internacional.

Esse é o caminho que leva a uma mudança econômica de um quadro de estagnação das atividades econômicas em relação a ações próativas, mas que exigem planos de longo prazo, planejamento e projetos bem amarrados, envolvendo as micro, macro e mesorregiões econômicas. O efeito dinamizador, multiplicador, não se faz por si só, ou somente pela vontade do mercado, precisa ser induzido, muito mais em economias subdesenvolvidas.

Investir em capacitações produtivas é um importante caminho. As economias que iniciaram sua mudança econômica deram importante passo por meio do início da melhoria educacional, da produtividade e da melhoria de seus produtos, incorporando maior grau de qualidade e tecnologia, e isso não somente por meio de máquinas e equipamentos que podem ser importados de fora. A mudança econômica está sobretudo na capacitação da mão de obra, por meio do aprendizado constante. Quando esse aprendizado não é alimentado, ou se quebra seu ciclo, corre-se o risco de cair no voo da galinha, quando a economia decola por alguns períodos e depois se retrai, porque não teve seu processo de mudança econômica calibrada e alimentada.

Diante disso, alguns fatores são cruciais para a reversão de processos de economias estagnadas: implementar programas e projetos que enalteçam a produtividade das empresas; investir em educação, acompanhando o nível de médias internacionais; buscar dinamizar o aumento da competitividade das empresas; facilitar o acesso ao crédito com juros de níveis internacionais; dar prioridade a setores e segmentos de cooperativas e aglomerações empresariais diversas organizadas em associações de cooperação; e, de economias criativas, que enalteçam a inclusão social de minorias e a redução de pobreza.

Essas ações e atividades ainda podem, aos poucos, conseguir promover a substituição de importação, podendo impulsionar a economia a um menor custo e aproveitar-se de suas melhores condições de vantagens comparativas em relação às demais economias concorrentes. Tudo isso implementado pode gerar novas bacias de empregos, aumentar a produtividade, a qualidade e baixar o preço de importantes produtos no mercado interno. Ações proativas de mudança econômica devem ser constantemente replanejadas e calibradas, envolvendo todos os atores, a fim de que haja sustentabilidade a longo prazo.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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