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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Rotina nas empresas

As rotinas do passado tendem acondicionar as rotinas futuras. As empresas aprendem cada dia mais por meio de diversas formas de conhecimento: universais, específicos e públicos e passam a dotar a empresa de expertise. Estas ainda podem ser formais e informais, a atividade de pesquisa e desenvolvimento é a principal formal, muito utilizada no interior da média e grande empresa; a informal que se sobressai é a forma de se aprender fazendo e a de aprender usando, mais presente nas micro e pequenas empresas.

Essa forma de aprender usando e aprender fazendo é o que chamamos de conhecimento Tácito. O conhecimento está impregnado no gerente, ou no funcionário, quando ele consegue desenvolver muito bem feito e melhor, uma atividade sem manual, que outra pessoa por meio de manual. E quando este funcionário se aposenta, o novo funcionário (seu substituto), por mais que tenha efetuado o treinamento, ainda que com um manual, não consegue desenvolver tão bem a função quanto o funcionário antigo.

Logo, o conhecimento da empresa e suas práticas ao longo do tempo, tendem a condicionar seu aprendizado e as empresas que deixam de buscar conhecimento contínuo podem ficar para trás na modernização de suas rotinas. Estamos em constante evolução e pode passar a haver uma disparidade entre as empresas, em relação ao seu aprendizado e as suas rotinas. As rotinas quase sempre são marcadas por um código de conduta. Este código, entretanto, nem sempre traz todas as informações que o funcionário deve seguir. No dia a dia da empresa, coisas diferentes estão a todo momento a acontecer. Desta forma, as rotinas passam a marcar o comportamento da empresa, da mais e da menos dinâmica.

A alta e média gerência deve estar sempre em sintonia para irem remodelando as rotinas, sempre buscando incorporar coisas novas, fazendo com que o processo de competitividade da empresa possa avançar cada dia mais. O ambiente técnico e organizacional da empresa, deve estar sempre atento às mudanças e às combinações das mudanças, visando sempre à melhoria da produtividade e a melhoria competitiva no mercado. Aperfeiçoamentos devem ocorrer na rotina das empresas e passam a marcar a sua atuação no mercado com ganhos tecnológicos e mercadológicos. As rotinas devem estar amparadas no processo criativo das empresas, a tal ponto que o colaborador no interior da empresa deve receber as mensagens, interpretá-las e oferecer respostas satisfatórias com resultados.

Assim, as rotinas passam a tornar-se padrões, que estão em constante reconfiguração no interior das empresas. Podem andar lado a lado, ou substituir o antigo padrão rígido de ordenação hierárquica no interior das empresas. Empresas que estão a todo o momento aprendendo e se reconfigurando, aproveitam-se também da criatividade de seus funcionários, amparadas num conjunto de capacidades técnicas e organizacionais, construindo a necessária competência para estar em pé de igualdade na relação com seus concorrentes. Às vezes, um simples funcionário pode oferecer uma ideia fantástica de como ajustar uma máquina para produzir mais, ou de como melhorar o processo de produção.


 

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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