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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Incubadoras e a Geração de Empresas Inovadoras

As empresas possuem diversas formas de atividades de negócios. Há aquela de negócios tradicionais e aquelas que desenvolvem produtos especializados, direcionados a determinados tipos de consumidores, que vão se disseminando pela sociedade até que tornem seus produtos populares, é o caso do UBER e do Ifood. Pode ainda ser um produto intermediário que serve como base para a produção de outros produtos em diversas empresas parceiras. Seguindo essa temática, toda empresa desenvolve seu modelo de negócio. Todos os negócios partem de uma boa ideia. É a demanda de mercado que alimenta a formação desses empreendimentos. A empresa cumpre importante função social à medida que fornece à sociedade produtos para a satisfação das necessidades humanas, proporcionando comodidade e bem estar.

As empresas que desenvolvem produtos inovadores vindos de ideias inéditas, podem iniciar suas atividades, apoiadas por uma incubadora de empresas. As incubadoras empresariais estão situadas em municípios de médio porte em diante e, em larga medida, possuem disposição de mão-de-obra qualificada voltada às áreas de engenharias de software, química, alimentos e afins.

Os produtos inovadores, partindo de ideias inéditas, são produtos novos surgidos de inovações radicais e tendem a suprir necessidades e a ampliar necessidades existentes para seu consumo na medida em que esses produtos fazem o que antigos faziam, e muito mais ainda; já, inovações incrementais são aquelas que a empresa toma um produto e vai remodelando-o aos poucos, ciclo a ciclo ele vai sendo melhorado. A inovação incremental caminha ao lado da inovação radical. As empresas de alta tecnologia trabalham para desenvolver produtos inéditos na linha da inovação radical. Em geral, estas empresas estão abrigadas em incubadoras de empresas, é ali que uma proposta de negócios passa a ser materializada, após ampla discussão de seu projeto - por uma comissão julgadora - num departamento da incubadora chamado de Hotel de Projetos.

As empresas incubadas, ou startups, envolvem principalmente a área de Ciência e Tecnologia, como na indústria de software, química e biologia, mas pode abrigar outros negócios intermediários com propostas inovadoras, como voltadas ao setor agro. As empresas podem ficar nas incubadoras por até três anos, até que consigam alcançar um padrão competitivo capaz de livremente atuarem no mercado. Nesse período, elas recebem suporte do ambiente físico e de logística, além de treinamentos para gestão, contábil, administrativa, de marketing e de financiamentos.

O empresário empreendedor deve estar aberto a novas aprendizagens, especializando-se cada vez mais, visto que está inserido num ambiente interativo e inovativo das universidades, além de conviver com outras empresas no mesmo ambiente, onde trocas de experiências e aprendizado estão a todo tempo a ocorrer. Em troca a empresa incubada - startup - deve oferecer uma taxa básica de subsistência.

Seguindo esta concepção, o Projeto Conecta em Apucarana/PR, trabalha para desenvolver sua primeira incubadora de empresas, em parceria com Sebrae, Senai, Prefeitura Municipal, a ACIA - Associação Comercial e Industrial de Apucarana - e, com as Universidades Locais. Uma incubadora de empresas é um encontro do poder público com o setor privado. Muita coisa o setor privado faz, mas não consegue fazer tudo e precisa de parcerias com o setor público, para dinamizar atividades econômicas de determinados setores.

Nas incubadoras, as empresas constituídas formalmente começam em nível micro, passam para a incubadora onde recebem a assistência necessária para avançarem no mercado. A cada semestre, elas são avaliadas por um corpo técnico e incentivadas a alcançarem suas metas; as dificuldades encontradas serão diagnosticadas e tratadas em conjunto com o corpo técnico na busca de solução. Ao final do período de 24 meses, a empresa é avaliada e, se julgada apta trilhar sozinha os caminhos do mercado, obterá o selo de Graduada. Se as empresas ainda não estiverem aptas à graduação, poderão obter uma prorrogação de seis ou o máximo de 12 meses.

Ao final desse período, a empresa passa a atuar no mercado de forma independente, mas fica com a obrigação e o dever de ajudar a orientar as que ainda se encontram na incubadora; aqui, a cooperação não acaba, pois pode ser que haja uma empresa fora e uma dentro da incubadora, desenvolvendo produtos em parcerias. A cooperação entre empresas, setor público e as instituições de apoio e coordenação que participam do projeto é determinante para o sucesso do negócio. Para vencer períodos de crise e gerar emprego e renda, não se deve administrar a mesmice, precisa-se de grandes parcerias com grandes projetos, com poder de alcançar resultados positivos e significativos.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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