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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Relações Empresariais Para a Competitividade

Toda empresa possui concorrentes e precisa saber adequadamente lidar com eles. Por outro lado, a empresa precisa servir bem aos seus clientes e acompanhá-los em suas necessidades. A parceria com os fornecedores também é ponto alto, um instrumento importante da empresa no mercado. Outro fator são os órgãos reguladores, governamentais ou não, pois as empresas devem estar ligadas às associações e instituições parceiras, visto que a empresa em seu ambiente de negócios tem um leque de atores que acompanham o seu sucesso, e ela precisa saber trilhar os caminhos da perseverança, da boa vizinhança, da política de parcerias, sem perder o olhar sobre o cliente. É um grande ambiente de tarefas no qual a empresa está envolta e precisa cumprir com seus propósitos para ampliar suas competências de mercado.


Todo o conjunto de atores que está ao lado da empresa é importante, entretanto o mais importante é o cliente; o fornecedor é importante para que o fluxo de produtos esteja sempre em produção e fornecimento aos canais de venda; os parceiros de distribuição são muito importantes, porque são eles que garantem que os produtos cheguem à casa do consumidor; as associações patronais setoriais e o segmento ao qual a empresa pertence são importantes porque unidas, podem conquistar o espaço que individualmente não lhes seria possível. É o cliente, entretanto, o grande rei que vai convalidar os produtos da empresa, dizendo se estes satisfazem suas necessidades ou não. A empresa que ouve o cliente é sábia, porque quem gosta do produto anuncia para três ou quatro e, quem não gosta anuncia para oito ou dez. A empresa precisa em primeiro lugar manter e ampliar a sua clientela para ter condições de afinar as relações com os demais atores de todo o sistema que integra o ambiente de negócios e, por isso, a busca permanente pela qualidade, melhorias e inovações incrementais no design, nas cores, no cheiro e no acondicionamento do bem. Importante é entregar ao cliente um produto cada vez melhor.

Os órgãos reguladores – governamentais ou não – são importantes porque a empresa precisa desenvolver seus produtos conforme as especificações técnicas que estes determinam. Existem diversos atores que figuram como órgãos reguladores, além dos tradicionais governo e mercado, quando, especialmente aqueles que estão acompanhando o caminhar da empresa, lançam sobre ela um olhar regulador. A empresa, além de produzir dentro dos padrões técnicos, precisa trabalhar com os parceiros de seus segmentos de forma intensa, e observar os demais atores que acompanham sua trajetória, desde os credores diversos. A forma como a empresa se move no mercado chama atenção - de órgãos reguladores ou não - podendo esta receber aprovação ou desaprovação, parcial ou total. A empresa precisa manter-se dentro de um padrão de atuação, para que clientes - e outros segmentos - que acompanham sua atuação no mercado, vejam-na como exemplo a ser seguido. Decisões que indicam a trajetória da empresa, ou os caminhos que ela toma, podem ser determinantes para o seu futuro, e na construção de seu aparato competitivo.

No interior da empresa, ela caminha por planejamento estratégico - desenvolvido pela alta gerência - e operacional que envolvem as atividades do dia a dia. São as rotinas da empresa que possuem seus pontos básicos orientados por um manual operacional; dentro desse manual, todos os colaboradores têm liberdade para sugerir ou implementar modificações para melhor, podendo ser um funcionário, por mais simples que seja, quando, com seu conhecimento e experiência desenvolve avanços que servem para toda a corporação, ou para um setor específico. A empresa aprende por meio de seus colaboradores.

O gestor de competência é o profissional que pode direcionar as mudanças, podendo, aos poucos, adicionar as modificações sugeridas e convalidadas, que se espalham pelos demais setores da empresa. Dentro do grande sistema da empresa, sobressaem-se, principalmente, os recursos humanos, as finanças, produção e marketing e cada um desses subsistemas, possuindo organização interna própria, envolve os especialistas que trabalham naquela área. O conjunto empresarial, como um grande sistema, tem pessoas na sua organização e operação as quais acompanham as ações do empreendimento, determinando o que se deve fazer e como fazer. Por isso, dizemos que uma empresa, acima de tudo, é composta por pessoas e cada uma precisa bem desenvolver o seu papel para o bom andamento de todo conjunto. As que funcionam bem, por longos anos no mercado, passam a ser o norte de muitas outras que veem nelas exemplos a serem seguidos.

A empresa que tem seus propósitos voltados para a inovação em produtos e processos, tem amplas chances de sobrevivência no mercado e ampliação de suas competências. Todo esse conjunto de pessoas que está por detrás de cada um dos setores e departamentos da empresa, precisa estar integrado e antenado nas novas modificações que o ambiente do negócio em curso está impulsionando. As empresas não são mais como eram antigamente e a tendência é que no futuro não sejam como são hoje. O presente vai-se remodelando e transformando-se cada vez mais. Isso exige maior coesão da organização interna das empresas e, problemas, podem ser facilmente contornados, ou tirar a empresa de seu caminho de busca de melhoria competitiva. As organizações estão, cada dia, mais virtuais e adicionando maior tecnologia, tanto na composição dos produtos quanto na forma de operação da empresa no mercado, mas continuam gerando riquezas e interagindo com pessoas. É o tradicional se inter-relacionando com o novo e ganhando novas configurações técnicas para sobreviver num mundo empresarial em constante mutação.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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