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Paulo Cruz
Paulo Cruz

​ Pequenas Empresas e Aglomerações Empresariais

As vantagens aglomerativas decorrem de: relações intensas locais, especialização produtiva, novas tecnologias inseridas a cada ciclo produtivo, menor custo, aumento da produção, ampliação de mercados, difusão de informações, atividades complementares, encadeamento para frente e para trás na cadeia produtiva e mão-de-obra especializada. São fatores fortes que impulsionam a competitividade das aglomerações empresariais.

O desenvolvimento é endógeno, isto é, a união do conjunto das forças locais, por meio de criação de tecnologia adaptada às necessidades da região e de seu ambiente de negócio, ao aumento de sua autonomia através da mobilização de recursos existentes e de uma organização empresarial local coesa. A habilidade para se inovar, aliada a fatores socioculturais voltados a cooperação são o caminho para que se desenvolva e se fortaleça uma aglomeração empresarial local/regional.

Como exemplos, temos algumas regiões com forte apelo a determinada atividade, como a calçadista em Franca/SP e, em Novo Hamburgo/RS; de móveis em Arapongas/PR e Rio Negrinho/SC; de alta tecnologia como em Campinas/SP, Recife/PE, Porto Alegre/RS, Curitiba e Pato Branco no Paraná. Estes, além de outros espalhados pelo Brasil, possuem fortes aspectos culturais locais e de parcerias institucionais – como educacionais – voltadas ao fortalecimento destes mesmos aspectos e mostraram-se essenciais e, fortemente, favoreceram o crescimento dessas aglomerações não apenas locais, mas também regionais.

É importante a soma dos elementos locais na busca de utilização da economia de escala para redução de custos e promoção da competitividade local/regional. Nas aglomerações industriais especializadas as pequenas e médias empresas se juntam, desenvolvem suas competências e ganham competitividade conjunta. Utilizam as sinergias existentes entre elas, impulsionadas pelos fatores culturais, sociais, familiares, religiosos - uma base para a formação da confiança e da promoção de novas respostas ao ambiente de concorrência. O conjunto de elementos locais, em favor de um saudável ambiente local de negócios, produz importantes ganhos de competitividade para as empresas no interior das aglomerações empresariais, e não seria possível para uma empresa consegui-los individualmente.

Depois que as empresas, pela sinergia interna da aglomeração empresarial, via aperfeiçoamento da informação, reforçam-se umas às outras na questão organizacional, as micro, pequenas e médias empresas se concentram em conquistar a dianteira da competitividade de seu setor. As sinergias existentes nessas localidades aumentam a capacitação inovativa, via difusão tecnológica, informação e interação, com centros tecnológicos e universidades parceiras. A partir daí, elas estarão aptas a inovar, criar, adaptar, competir e a conquistar o domínio sobre produtos e processos, potencializando o desenvolvimento da aglomeração empresarial local/regional em novo patamar competitivo.

 

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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