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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Cooperação Para o Desenvolvimento Regional​

Governos e mercados precisam conversar para ativarem o processo de desenvolvimento econômico, utilizando-se da rede de governança presente. Neste modelo de nem só governo, nem só mercado, as instituições têm papel fundamental, que dão vazão ao andamento de planejamento macroeconômico cada uma na sua instância. Os governos podem estabelecer parcerias com as organizações locais/regionais, por meio de planejamento e podem ir sanando suas falhas e as falhas do mercado.

Nessas circunstâncias, uma rede de governança macroeconômica em parceria com as instituições locais/regionais, avançam com base em coordenação e cooperação, mediante reciprocidade de construção da eficiência coletiva local regional. À medida que avançam os processos e inter-relações, amplia-se o equilíbrio de poder entre os membros institucionais, em parceria com os governos locais, associações de representação do mercado local e regional, melhorando os resultados sociais locais de índice de desenvolvimento. Forma-se uma rede catalisadora que apresenta importantes resultados positivos, por meio da metodologia de planejar, executar, avaliar e replanejar cada ciclo de desenvolvimento, com avanços cada vez mais significativos.


Uma ação proativa dos governos locais/regionais é muito importante, as instituições de instâncias superiores podem ter boa vontade, mas são os governos locais que vivem os problemas no dia a dia e estão juntos à população, onde estão os gargalos mais assombrosos que devem ser resolvidos em primeira mão. Dentro desta visão, as instituições locais junto com o governo local/regional podem juntos articular uma grande rede de governança envolvendo as instâncias macroeconômicas e as representações de mercado locais/regionais, buscando-se equidade e eficiência para a promoção do desenvolvimento econômico local/regional.

Os administradores públicos locais exercem papel fundamental no processo de articulação de uma grande rede que pode avançar por meio de: i) Incentivos e benefícios às empresas locais, com auxílio na construção de melhoramento da infraestrutura local e inserção dessas empresas em mercados externos e exigentes; pode-se ainda participar de parcerias envolvendo empresas locais e empresas de outras regiões e do exterior ii) Pode-se estabelecer incentivos fiscais e, de infraestrutura para abertura de novas plantas industriais; iii) Pode-se auxiliar as empresas com programas de incentivos à inovação e de aberturas de empresas inovadoras e de alta tecnologia, por meio de incubadoras e parques tecnológicos para diversos segmentos inovadores.

De tal forma, a política de desenvolvimento local/regional em que se dá envolve uma rede de diversos atores; a ação deve ser desenvolvida de tal forma a envolver as visões estratégicas do local e do regional, avançando além das vantagens comparativas com visão estratégica futura e inovacionista, buscando criar uma bacia de empregos qualificados, que futuramente irão se traduzir em maior renda local e promover novos ciclos de avanços econômicos enraizados que passarão a transbordar e a se espraiar para regiões próximas.

Incentivos e subvenções foram muito utilizadas por um grande número de países desenvolvidos nos anos 70, com programas que visavam especificamente a atração de empresas industriais; uma segunda onda nos anos 80 visava a inserção de novos investimentos em empresas de certa base tecnológica, como algumas incubadoras; nos anos 90 e pós 2000, como uma terceira onda, o que prevalece é fortemente a adoção de aglomerações empresariais, com políticas direcionadas a fortalecer a base local/regional, buscando enaltecer um ambiente favorável a novos negócios e, ao fortalecimento da competitividade local/regional, envolvendo as parcerias públicas privadas mediante coordenação e cooperação local/regional.

Deve-se considerar que as instituições são as que fazem as regras, e as firmas as seguem, entretanto, dentro de um modelo de equilíbrio, onde ambas - empresas e instituições - aprendem, cada dia mais sobre o fortalecimento do processo competitivo. É preciso valorizar todos os atores envolvidos no processo com a participação ativa do cidadão em suas associações e, com suas diversidades culturais locais. O processo de desenvolvimento é um desafio a cada dia na construção de uma eficiência coletiva e competitiva local/regional.

 

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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