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Paulo Cruz
Paulo Cruz

A Empresa e as Transformações Tecnológicas

A educação e a vontade de aprender sempre são a chave que abre muitas portas. São um dos segredos do sucesso do empresário bem sucedido. Até metade da próxima década, muitas modificações tendem a ocorrer na esfera tecnológica mundial e vão afetar empresas e consumidores cada dia mais. Todos precisamos evoluir juntos num sistema universal e, nesse processo, a vontade de aprender e a disponibilidade para o novo são a grande porteira que fará empresários e trabalhadores vencerem as adversidades e serem homens de sucesso. Buscar informações, ter disponibilidade para aprender e estar aberto a coisas novas são o grande salto para surfar nas ondas de inovações que estão chegando. Coisas novas e antigas – quando não suplantadas – tenderão a estar caminhando lado a lado, mas que, juntas, vão se transformar. Esse tende a ser o grande caminhar do empresário e do trabalhador para a nova década que se aproxima.

Alguns setores e segmentos tenderão a avançar mais do que outros. Mesmo aqueles que são lentos no processo evolutivo também estão caminhando para um aparato tecnológico superior, além do atual e do antigo. Temos de aprender a lidar com novos padrões tecnológicos, que estão surgindo nos processos produtivos das empresas e em todos os aspectos da vida. Temos de perceber que algumas áreas seguras e tranquilas de nossas vidas, podem não estar tão seguras e, podem sofrer fortes abalos pelos processos tecnológicos que virão.

Muitos projetos novos que as empresas estão criando, ou estão em andamento – seguindo padrões antigos – precisam ser corrigidos em sua rota e adaptá-los o mais breve possível, para que, na onda tecnológica, a empresa não venha a perder mercado. É preciso que ela tenha condições de rapidamente se aprimorar, corrigir a rota e continuar oferecendo os produtos com qualidade e rapidez, entregando tudo aquilo que entregava antes, de forma melhorada. É preciso, também, que todos os processos venham a ser revistos, que a empresa, de forma não ortodoxa, acelere suas adaptações para seguir no processo de concorrência. É importante a empresa ter um plano B ou C para que no momento em que aquilo que está calmo e seguro comece a ser abalado, ela rapidamente possa fazer os ajustes nos processos, trazendo para o novo padrão exigido.

As empresas terão de estar conectadas cada dia mais para prever mudanças e tendências, colocando seus colaboradores para seguir em treinamento, com forte ênfase em exercícios de dinâmicas inovativas que colaboram para os momentos de adaptação que tendem a vir. Empresas que costumavam colocar seus colaboradores em uma sala de aula - no interior da própria empresa - passam a ver como necessário um processo de aprendizado acompanhado a seus colaboradores cada dia mais, preparando-os para os saltos tecnológicos que tendem a vir. Velhos hábitos - do empresário ou do trabalhador - de passar longo período de tempo de sua vida sem nada aprender, ou sem buscar se atualizar e aprender coisas novas já ficaram para trás. A competitividade das empresas e de cada trabalhador, para manter a qualidade do rendimento de seu trabalho, depende de qualificação, cada dia mais. É por isso que os treinamentos e a educação passam a ganhar cada dia mais importância, porque as expectativas do mundo não são de marasmo, nem de volta ao passado, mas de forte tendência de altos avanços tecnológicos em todas as áreas.

Procurar estar cada dia mais próximo das novas tecnologias que vão adentrando cada setor produtivo é o que as empresas poderão fazer de mais urgente para se adaptarem às fortes mudanças que virão. Ao empresário, manter sua cota de aprendizado em sua área e em áreas afins é imprescindível para os momentos transformadores que virão. Na corrida do novo aprendizado, muita coisa que se inicia como um hobby pode terminar rendendo bons lucros, como um novo segmento produtivo dentro da empresa, ou até mesmo um novo negócio, originado de negócio antigo, ou uma total repaginação do antigo negócio. Esse é o grande segredo do antigo, convivendo com o novo; é o antigo dando vazão à criação de coisas novas. Tudo isso, no entanto, deve ser bem calculado, porque expansões de ondas tecnológicas estão cada dia mais se aproximando de todos os campos produtivos empresariais.

Avanços inovativos tendem a vir com força. Novos progressos virão em todos os segmentos produtivos, muitas estruturas, e formas de organização das empresas tendem a serem mexidas; pode-se aproveitar a antiga configuração, mas uma nova será exigida para que a empresa se mantenha competitiva. A dinamização deve alcançar todos os processos, envolvendo todos os segmentos, pois, com as novas ondas tecnológicas, cada vez mais setores tradicionais se irão transformando e setores de vanguarda serão reinventados com velocidade superior, cada dia mais.

O empresário tem que se manter conectado com as novidades e tendências do mercado, buscando fazer com que as adaptações, cada dia sejam mais avançadas. Esperar para fazer as modificações quando não mais houver como conviver com o velho – modelo ou padrão - diante do novo já pode ser tarde demais. O aprendizado nas empresas exige tempo e nem tudo pode ser conquistado de uma hora para outra, existindo assimetrias tecnológicas que diferenciam tecnologicamente uma empresa de outra. Quando se achar que já se sabe tudo daquele segmento ou tipo de atividade é a hora de mudar. Busque-se aprender uma nova atividade de negócio que caminha ao lado daquela que já se sabe. Aprenda-se sobre segmentos afins ou de setores que se inter-relacionem e que são importantes, mas de que ainda não se tem domínio. Esta é a hora de se aprender novas funções e ganhar novas faculdades de aprendizado. Que se leve os colaboradores a aprender sempre mais, porquanto a educação será como uma chave que abre horizontes. Chame seus colaboradores ou um grupo seleto deles, coloque-os para aprender questões que a empresa julga de vanguarda, para protegê-la das ondas tecnológicas que exigirão dela respostas rápidas para novos problemas.

A tendência é que tudo passe por muitas mudanças, como por exemplo: a forma de produzir das empresas, de entregar seus produtos, do consumidor se posicionar diante dos produtos e das marcas, valores que os consumidores passarão a cultivar com mais ênfase, enfrentamento das questões ambientais. Estamos diante de modificações macroeconômicas fortes, de impactos avassaladores sobre a forma de se produzir, comercializar, consumir e viver. As empresas que mantiverem o foco no processo competitivo e inovacionista tenderão a avançar nesse mar revolto; outras que no meio do caminho abraçarem as novidades poderão sobreviver; e, outras que esperarem demais para embarcarem na nova onda tecnológica poderão não mais sobreviver. O processo educacional e o aprendizado contínuo, dentro e fora da empresa, são, cada dia, mais frenéticos e importantes para todos, para sobreviver no mercado competitivo e continuar a surfar na onda tecnológica que promete não parar mais.


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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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