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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Empresas e Suas Relações Com Mercado Consumidor

As empresas existem e estão no mercado para oferecer soluções aos seus consumidores. Além de oferecer um produto de qualidade, de atender bem o cliente, entender os problemas do mercado, a empresa precisa utilizar-se de diversos canais para ampliar seu volume de vendas e alcançar novas áreas de mercado. A área comercial é muito sensível e, às vezes, um problema que acontece num mês, só vai aparecer de fato no seguinte, ou no terceiro mês. Pode ser por uma falha de adequada comunicação entre os setores da empresa com seu mercado consumidor, ou falta de divulgação adequada de seus produtos. As empresas podem sofrer reveses no seu processo de vendas, pela má interligação da comunicação com o mercado, passando por dificuldades, neste ou naquele momento.


A preocupação com o marketing caminha lado a lado em relação ao sucesso das vendas no mercado. Uma empresa pratica um tipo de marketing e, outra, fornecedora de insumos pratica outro; setores praticam formas diferentes de marketing, podendo ocorrer desencontros de inter-relação com os clientes e o mercado, o que passa a impactar seriamente no resultado das vendas.

Logo, o que a empresa faz numa área pode afetar outra, ou uma decisão tomada, pode não estar totalmente em conformidade com aquela tomada em outra área. Setores ou departamentos padecem de descontinuidades, podendo trazer sérios impactos no processo de vendas e na relação com seu mercado consumidor. Aplicações em marketing tendem a ser feitas com critérios que pouco representam a empresa, neste ou naquele setor. Grande parte das empresas segue no mesmo tipo de marketing, há anos, e por repetição, vem alcançando resultados positivos. Uma tradição em seguir aplicando o marketing neste, ou naquele segmento de mídia. Por que, contudo, a empresa mantém a tradição de fomentar seu marketing naquele segmento? Assim faz porque sempre foi feito daquela forma ou, pelo medo da mudança, preferindo não correr o risco de colocar em perigo todo um trabalho já feito.

As mudanças no ambiente, acelerado por inovações, se processam por quem questiona sobre o valor positivo e o negativo delas. Pode-se tentar fazer algo diferente? Essas tentativas de inovações dependem muito da cultura da empresa, havendo as que têm uma coordenação voltada a avaliar os riscos dos prós e contras e aquelas que procuram abafar determinadas iniciativas. Se os riscos forem administráveis, uma ação proativa passa a ser tomada, gerando mudança de posturas e de decisões na atuação no mercado. Algumas empresas crescem muito rapidamente, certamente por aceitarem tentativas, sujeitas a erros, utilizando-se largamente de intensivo processo de inovação em sua atuação.

As empresas estão amplamente difundidas no universo digital, pois a era analógica já ficou para trás. Atualmente, as empresas que mais se aplicam no processo inovativo digital, passam a estabelecer canais de comunicação, para entender e atender melhor o seu consumidor, ao ponto em que a empresa não é mais aquela que lhe impõe produtos, mas atua de forma consultiva ao seu lado, visto que ele também está inserido nessa era digital. Mais do que estar nesse nível, as empresas buscam a sua alma digital - sua forma de atuação inovacionista - refletida na cultura interna empresarial. A empresa se aplica a cada dia mais no diálogo com seus clientes, aperfeiçoando vendas e pós-vendas: fundamental nesse processo. Com as tecnologias disponíveis, é possível até individualizar o diálogo com clientes. A área comercial normalmente está à frente em relação às demais, tornando o refinamento entre o trabalho de marketing e a área comercial, imprescindível.

As empresas devem preparar seus funcionários para estarem vigilantes, em relação as opiniões de redes sociais que aparecem sobre seus produtos. As que estão mais avançadas certamente estão pensando em como interagir em tempo real com seus clientes e, de alguma forma, com aqueles com quem se relacionam. Não existe mais o vigiar o funcionário nesta ou naquela mídia. O que existe é uma total interlocução do exercer a atividade dentro da empresa no setor a que se destinar o funcionário, com o exercer a atividade de representante da empresa nas multimídias presentes atualmente. Então é um olho na atividade produtiva, nas atividades de inter-relações dos setores da empresa, e o outro no mercado consumidor que mantém de alguma forma relações comerciais com a empresa.

Isso está cada dia mais determinando o sucesso da empresa com seu mercado, com parcerias produtivas e de consumo, ou, ainda, parcerias tecnológicas e mercadológicas. Tudo isto acontece em tempo real, com a empresa inserida em todas as mídias, atuando e vendo os resultados de suas relações quase ao mesmo tempo. Em relação à atuação das empresas no mundo digital existem alguns equívocos mais pelo lado da repressão do que pelo lado da liberdade, uma vez que o funcionário, defendendo a empresa na qual atua, estará entendendo que está defendendo a si próprio; tudo isso lhe possibilitará um novo sentimento de pertencimento à empresa. Esse diálogo da empresa com o mercado tem de ocorrer a todo o momento quando respostas devem ser entregues o mais rápido possível, por meio dos canais competentes da empresa treinados para oferecerem respostas, capazes de solucionar problemas de imediato. Empresas que não atendem às indagações de seu mercado consumidor acabam por serem afetadas por um vírus mortal: a recusa do mercado aos seus produtos. As satisfações e as insatisfações tendem a ganhar o público de forma rápida, por meio de ferramentas digitais.

As empresas também precisam aceitar e corrigir suas falhas na velocidade exigida, elas estão a cada dia aprendendo e se aperfeiçoando mais para alcançar a excelência; tudo está mudando muito rápido e a disponibilidade de aprender, planejar, executar e replanejar, deve estar cada dia mais presente. A empresa, no entanto, deve acreditar na sua intuição de quando é o momento para se lançar em novos produtos, para se identificar com nova gama de consumidores; para entrar em uma nova região de mercado; para oferecer determinadas soluções que foram desenvolvidas ou aperfeiçoadas. Acreditar na intuição empresarial evita que se perca o bonde da oportunidade. O mundo apresenta cada dia mais dúvidas e exige mais coragem, seja para novos lançamentos, seja para oferecer as respostas que o mercado exige numa velocidade calculada sem distanciar-se da fronteira tecnológica. A melhor pesquisa de mercado tende a ser o próprio mercado, é ele que convalida as inovações e a velocidade do processo, mesmo que equívocos sejam cometidos, visto que com ajustes, o mercado retoma a confiança nos produtos oferecidos pela empresa e entende que a empresa está ao lado de suas necessidades, atuando com inovação na postura, na forma de desenvolver produtos e de se relacionar com o mercado, cultivando a cultura inovadora.

 

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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