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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Aglomerações Empresariais e Economias Externas

As aglomerações empresarias reúnem uma forte força centrípeta envolvendo as energias empresariais de uma região, também podem ser chamadas de polos de crescimento e desenvolvimento regional. Esta é uma abordagem da moderna economia regional que envolve a geografia econômica atual privilegiando a força empresarial, que reúne as energias das aglomerações empresariais locais. Este é um espaço econômico que reúne um forte campo de atração das forças de investimento e de desenvolvimento empresarial, nessas condições de organização as empresas reúnem forte força de atuação e parcerias eficientes, tanto para os aspectos mercadológicos, quanto para tecnológicos. Essa força tecnológica e mercadológica tende a se espalhar pelas empresas, num curto espaço de tempo e irradiam suas conquistas de sucesso para as empresas que vão adentrando às regiões administrativamente e geograficamente integradas. 

O aparato empresarial e os demais segmentos da sociedade dessas regiões passam a sentir os aspectos positivos de melhoria de qualidade de vida, de melhoria de empregabilidade e de melhorias de pertencimento a essas regiões. Por isso a forma e intensidade de crescimento e desenvolvimento não se manifestam igualmente em todas as regiões. As regiões devem ser preparadas e planejadas, para seguirem tal processo, esse processo se manifesta em diferentes regiões com diferentes intensidades dependendo da integração geográfica e administrativa de cada região.

A tendência é que o processo se espalhe e avance - conforme os canais existentes - que leve as benesses do processo de desenvolvimento a todos os cantos da região, até o ponto em que esse efeito multiplicador passe a movimentar todos os segmentos empresarias do Polo regional, com diferentes dimensões envolvido pelos canais e pelas ações de planejamento, que porão as ações em prática e farão acontecer o processo de dinamização. Esse é um processo que envolve novas estruturas econômicas e sociais. À medida que o processo é posto em ação, o desempenho multidimensional, vai depender muito da velocidade das ações, porque uma conquista depende da outra.

Assim as micros regiões e regiões metropolitanas, desenvolvem-se e podem ser complementares umas às outras, puxadas por empresas centrais com muitas outras menores que circundam ao seu redor e produzindo produtos complementares; a capacidade de produção de produtos inovadores para mercados exigentes, vai depender da agregação tecnológica da região e da intensidade da capacidade tecnológica de operação das empresas dessa região; a dimensão da intensidade tecnológica dessa região e da agregação tecnológica das empresas, vai determinar em grande medida o volume de aparato de renda que essa região pode agregar. A tecnologia está cada vez mais determinando o avanço empresarial das regiões, as que tratarem do foco tecnológico e conseguirem disseminar esse foco nos setores produtivos, tendem a estar à frente no processo competitivo futuro.

Esses fatores estão fortemente apegados à expansão da geografia econômica regional e a tecnologia tende a ser cada vez mais a grande fonte que passa a irrigar os avanços produtivos regionais determinando os avanços econômicos locais. Nesse contexto surgem às disparidades de desenvolvimento regionais, as microrregiões com maior integração a sua região metropolitana tendem a sair na frente no processo competitivo e, a pavimentar o caminhar dos avanços econômicos; enquanto as regiões tecnologicamente menos aparelhadas tendem a ficar deprimidas e, cada vez mais dependente do apoio de crescimento das regiões maiores. Esse é o processo de marginalização das micro e pequenas regiões, que não se integram as suas regiões metropolitanas.

A geração de produtos novos de maior grau de tecnologia aparece nas regiões que reúnem maiores condições tecnológicas, mais avançadas e, com maior integração dessas regiões; e, as regiões periféricas desintegradas, que não alcançaram grau de tecnologia médio em diante, acabam por ficarem produzindo apenas produtos copiados, com baixa intensidade tecnológica e de baixo valor agregado. Essa é a grande diferença entre uma região forte, bem integrada que reúne alto grau de tecnologia, daquelas regiões que não conseguem se integrar e não conseguem avançar no padrão tecnológico local/regional. O próprio fator de comunicação externa e interna das regiões tendem a impactar fortemente nesse processo e, aqui está a diferença entre as regiões centrais avançadas e as regiões periféricas desintegradas.

Outra importante questão que envolve a causação circular cumulativa é que as empresas que estão inseridas nas regiões integradas, de maior aporte tecnológico, tendem a desenvolver produtos de alta capacidade tecnológica e de participar de mercados fortemente integrados e pujantes; mercados grandes e atraentes dos quais participam empresas que entregam produtos partindo do ciclo tecnológico mediano em diante, que conseguem adentrar com maior capacidade competitiva. Empresas de maior capacidade competitiva, regiões integradas e mercados fortes tende a determinar o horizonte de perspectiva de crescimento integrado, fortalecendo o desenvolvimento local/regional cada vez mais, aí está o processo de causação circular.

Então o desenvolvimento econômico local/regional não pode depender somente de sua sorte de localização, ou de suas vantagens comparativas, ele precisa buscar desenvolver aspectos de integração com agregação de tecnologia contínua, levando seus atores principais a avançarem, na geração de produtos com maior capacidade agregada. Essas regiões que alcançaram forte fator de integração, elas conseguiram com muito planejamento e indução de processo a alcançarem altas posições competitivas, envolvendo forte mercado e tecnologia disponível, alta integração circular entre os agentes produtores consumidores e, com disponibilidade de serviços públicos privados de qualidade. Tudo isso convalidadas por políticas econômicas indutoras, que também são fortes ingredientes para o processo de desenvolvimento local/regional.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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