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    Sete Minutos Depois da Meia Noite

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    Publicado em 04/06/2019 Editado em 04/06/2019

    Sete minutos depois da meia noite tudo muda. É nessa hora que a força enche os pulmões de bravura, fôlego e atitude. Neste momento, neste pequeno e exato momento do dia, toda a dor transborda. Ela se transforma em um monstro.

    Minha mãe está indo embora e eu só tenho treze anos de idade.  Estou com medo. Não sei o que fazer.

    Essa é a base da história contada pelo filme Sete Minutos Depois da Meia Noite (A Monster Calls), uma fantasia dramática lançada no ano de 2017 e dirigida por Juan Antonio Bayona, que conta com o filme O Orfanato, de 2008, em seu currículo.

    O longa nos conta a história do jovem Conor, um menino solitário que possui problemas familiares. Sua avó é pouco amorosa, seu pai é ausente e vive em outro continente, e sua mãe, a pessoa que ele mais ama, sofre de um câncer terminal.

    Perturbado pelo momento extremamente difícil que está vivendo, o jovem tem o mesmo sonho todas as noites, com uma árvore gigantesca que vive no alto de uma colina, perto de sua casa. Ela se revela um monstro e quer trocar histórias com Conor.

    Cada uma das histórias compartilhadas pela árvore resulta em algum acontecimento negativo na vida do garoto. Porém, cada um deles o ajuda a ser mais forte, a externar sua dor e a superar uma das fases que, apesar de ter vivido “pouco”, será uma das mais difíceis de sua vida.

    Gosto muito de ver o lado poético e “contador” de histórias que se esconde por trás dos filmes e este é recheado disso. Afinal, tudo é uma maneira de dizer como Conor lidou com este momento extremamente delicado e de mostrar que ele precisou crescer rápido para seguir em frente.

    Cada um encontra uma maneira de lidar com a dor, de lidar com os obstáculos que a vida nos impõe. Nunca é fácil, principalmente quando se trata de dizer adeus a alguém que amamos muito. Porém, aprender a lidar com o nosso presente é fundamental para seguirmos em frente. 

    O vazio nunca será preenchido, porém, podemos seguir adiante, mesmo que com algumas cicatrizes. E, na maioria das vezes, essa é a melhor coisa a se fazer.

    A maneira que Conor encontrou foi através do seu “eu” interior, liberando o monstro da dor que existia dentro dele. Você também pode encontrar a sua. Não vai ser fácil, mas você vai conseguir.


     

     

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