Blog do Eliezer Shigueo

Desenvolvimento pessoal, empatia e redes sociais; entenda

Redes sociais mudam a maneira como nosso cérebro funciona

Da Redação ·
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fonte: Pixabay\ ilustração

Esse semana li uma noticia que muito me surpreendeu. Um fotografo francês muito conhecido sai para caminhar a noite, em Paris, numa avenida turística muito movimentada. Escorrega no chão, cai e fica desacordado por nove horas. Sem socorro, morre de hipotermia, já que estava nevando.

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Como podemos aceitar com normalidade uma pessoa estatelada no chão, por nove horas, sem alguém para socorre-lo? Isso me leva a pensar no quanto estamos perdendo nossa capacidade de nos importarmos e conectarmos com o outro. 

Noticias de cachorro abandonados hoje geram mais conexão do que casos como esse. Não me levam a mal, gosto e sempre tive cachorros, mas isso não pode ser aceitável. Precisamos voltar a gostar de gente.

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Redes sociais são um dos grandes responsáveis pelos fatos acima, o fato de perdemos conexão com o ser humano. Quanto mais usamos smartphones e redes sociais, mais perdemos nossas habilidades comportamentais. Redes sociais mudam a maneira como nosso cérebro funciona. 

Quanto mais interação social, mas desenvolvemos essas habilidades. Por exemplo, conseguimos desenvolver nosso ouvido para entender os diversos tipos de tons de voz; pelo olhar, identificamos as expressões facial e corporais. Essa habilidades sociais juntas, nos fazem ter mais empatia (faculdade de compreender emocionalmente o outro).

Conforme transportamos nossa vida para o smartphone, perdemos a empatia. Já que nosso sentimentos passam a ser mais efêmeros e rápidos, na mesma velocidade de um vídeo do tiktok. Sem contar que despersonificamos os sentimentos respondendo tudo pelo WhatsApp. Medimos nossa aprovação social pelos likes, comentários e seguidores. Isso sem contar que para continuarmos a usar cada vez mais redes sociais, aparecerá na sua tela somente o que você tem interesse. 

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Nosso cérebro fica viciado no prazer imediato, entre ter que fazer conexões neurais para conversar com outra pessoa offline, e ter o imediatismo de uma resposta virtual, votamos para o dois. Aí que mora o perigo. 

Proponho alguns exercício para todos que lerem esse texto, vamos exercitar nosso músculos de interação social: 

Ao invés de mandar um whatsapp para tentar resolver algum problema, faca uma ligação;

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Se você ainda não sabe o nome do seu vizinho, comece falando bom dia e logo saiba o nome dele;

Cumprimente estranhos; 

Fale com atendentes de telemarketing, vendedores, ou atendentes de fast food não como se eles não tivessem sentimentos, mas entenda que "eles são gente como a gente”.

Não tem como nos desenvolvermos profissionalmente, sem gostar genuinamente de gente. Claro, que nossa vida não é só o desenvolvimento profissional, mas o pessoal também. E a lógica é a mesma. Façamos esses exercícios (inclusive esse que vos escreve!) para que nosso músculo social de desenvolva. Que ao menos se aprende alguma coisa com essa morte: empatia